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Tríade Neonatal: cada minuto importa na prevenção e sobrevida de cães e gatos

Hipotermia, hipoglicemia e desidratação formam uma síndrome de rápida evolução. Diagnóstico precoce e manejo adequado são essenciais para aumentar a sobrevida de cães e gatos recém-nascidos

Tríade Neonatal: cada minuto importa na prevenção e sobrevida de cães e gatos
Por Stéfani Campos Chagas
21 de agosto de 2026

A sobrevivência de um neonato pode depender de minutos. Nas primeiras horas de vida, alterações clínicas aparentemente discretas podem evoluir rapidamente para um quadro grave e comprometer a viabilidade dos filhotes. 

Entre as principais emergências da neonatologia veterinária está a tríade neonatal, síndrome caracterizada pela associação entre hipotermia, hipoglicemia e desidratação, condições que se potencializam mutuamente e exigem intervenção imediata.

A tríade neonatal resulta da combinação de fatores que comprometem a adaptação do recém-nascido ao ambiente extrauterino. 

Como os neonatos possuem reservas energéticas limitadas e sistema termorregulador imaturo, qualquer falha nas primeiras horas de vida pode desencadear um quadro de rápida evolução.

Giovana de Abreu Mota
Giovana de Abreu Mota é médica-veterinária e residente em Reprodução, Obstetrícia e Ultrassonografia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo a médica-veterinária Giovana de Abreu Mota, residente em Reprodução, Obstetrícia e Ultrassonografia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), a síndrome permanece entre os maiores desafios da rotina clínica justamente pela velocidade com que pode evoluir.

“A tríade neonatal é decorrente de diversos fatores, que rapidamente podem levar à mortalidade neonatal quando não tratada de forma rápida e correta”, explica.

Uma síndrome multifatorial

A doença resulta da interação entre aspectos relacionados à mãe, ao parto, ao ambiente e ao próprio neonato. 

Entre os principais fatores de risco estão a dificuldade de alimentação, malformações congênitas, agalactia materna, enfermidades da matriz, ninhadas numerosas, orfandade, infecções neonatais e condições ambientais inadequadas.

Giovana destaca que o manejo neonatal exerce papel central na prevenção.

“O manejo neonatal é o que mais influencia diretamente no risco da tríade neonatal, seguido de fatores maternos, como a dificuldade de fornecer leite e os partos prolongados, que podem levar ao sofrimento fetal e resultar em um neonato fraco e com baixo Escore de Apgar”, ressalta.

A identificação precoce desses fatores permite adotar medidas preventivas e intensificar o monitoramento dos filhotes de maior risco.

Confira o artigo completo “Tríade Neonatal: cada minuto importa”, na íntegra e sem custo, acessando a página 36 da edição de agosto (nº 324) da Revista Cães e Gatos.