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Pesquisa explora o uso da hipnose no tratamento de estresse em cães

Estudo foi desenvolvido no Centro Universitário do Distrito Federal e apresenta resultados promissores

Pesquisa explora o uso da hipnose no tratamento de estresse em cães
Por Cláudia Guimarães
10 de janeiro de 2025
Última atualização: 02/02/2025 - 16:37

A hipnose, técnica que utiliza relaxamento e sugestões verbais para induzir um estado de transe, já é tema de muitos debates. Agora imagine aplicar em animais de companhia! Essa foi a proposta de uma pesquisa conduzida pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), por meio do Programa de Iniciação Científica (PIBIC). O objetivo? Oferecer uma alternativa não invasiva para cães que sofrem com o estresse causado por ruídos intensos, como trovões e fogos de artifício.

O estudo foi liderado pela acadêmica do 9º semestre de Medicina Veterinária da instituição, Jardênia Marçal Rosa, e a escolha do tema surgiu do interesse em estudo do tratamento da dor, motivada pela disciplina de farmacologia e práticas integrativas. Após conversar com a professora Dra. Juliana Martins da Silva, surgiu a ideia de investigar uma hipnose não causada por medicamentos. “Tudo começou quando uma de minhas cadelas se assustou com fogos de artifício. Naquele momento, pensei: ‘será que a hipnose pode ajudar a reduzir o estresse em situações como essa?’”, conta Jardênia.

O estudo, aprovado pelo comitê de ética, seguiu rigorosos protocolos para garantir o bem-estar dos animais (Foto: divulgação)

Com o apoio da Dra. Juliana, Jardênia passou a reunir materiais e realizou cursos sobre hipnose. Antes disso, contou, também, com a orientação da médica-veterinária patologista Dra. Letícia Batelli, que ajudou a definir os critérios de seleção dos cães participantes. “O principal objetivo foi a sensibilidade do cão a ruídos. Criamos estímulos sonoros simulando trovões e fogos de artifício, e apenas cães que apresentam alterações comportamentais severas, como ficar em estado de alerta, arfar, tentar fugir, chorar ou uivar, participariam”, explica Jardênia.