Os animais de companhia estão constantemente sujeitos a contaminação pelas mais diversas doenças, muitas delas, que também podem acometer os seres humanos.
Contudo, mesmo com os avanços da Medicina Veterinária, os médicos-veterinários ainda enfrentam desafios no que tange à saúde, prevenção de enfermidades e imunização de cães e gatos.
Por isso, foi criada a campanha Julho Dourado, que visa destacar a importância da promoção da saúde nos animais domésticos e de rua e o combate a zoonoses.
Em 2026, essa data ganhou ainda mais notoriedade através da sanção da Lei nº 15.322, que inclui na legislação nacional a campanha.
Por mais que existam diferentes formas de manter os pets saudáveis, uma das mais eficientes e práticas é através da vacinação. Porém, não é apenas o Brasil que sofre com falhas nos protocolos vacinais de cães e gatos, que não colocam apenas os animais, como também as pessoas, em risco.

“Em muitas regiões do mundo, a cobertura vacinal de cães e gatos ainda está muito aquém do ideal. A África é um exemplo claro dessa realidade, na qual uma parcela significativa da população animal permanece sem acesso à vacinação, inclusive contra a raiva. Por outro lado, na América Latina observamos uma situação diferente, mas igualmente preocupante. Em algumas regiões, parte dos cães e gatos não recebe as vacinas essenciais, enquanto outra parcela é revacinada anualmente, muitas vezes, sem necessidade”, afirma Mary Marcondes, médica-veterinária, mestre, doutora e livre-docente em Clínica Médica de cães e gatos e presidente do Comitê de Vacinações da Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA).
Segundo a profissional, o grande desafio frente a esse cenário não é simplesmente aplicar mais vacinas, mas vacinar melhor. Com isso, é preciso aumentar a proporção de animais efetivamente protegidos, direcionando os esforços para aqueles que nunca foram vacinados ou que não receberam um protocolo adequado, em vez de concentrar recursos na revacinação frequente de animais já imunizados.
