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Petiscos importados para cães contêm Salmonella e superbactérias, aponta estudo

Pesquisa realizada nos EUA identificou contaminação e patógenos resistentes a antibióticos de último recurso em mastigáveis de orelha suína

Petiscos importados para cães contêm Salmonella e superbactérias, aponta estudo
Por Equipe Cães&Gatos
30 de junho de 2026
Última atualização: 30/06/2026 - 16:39

Um estudo científico internacional acendeu um alerta para responsáveis e autoridades sanitárias globais ao identificar graves riscos de contaminação biológica em petiscos desidratados para cães. Amostras de mastigáveis de orelha suína comercializadas em gôndolas e caixas a granel nos Estados Unidos revelaram a presença de Salmonella e de bactérias geneticamente resistentes a múltiplos antibióticos, levantando preocupações para a saúde dos pets e dos humanos.

Embora esses produtos passem por processos industriais de desidratação e tratamento térmico para eliminar patógenos, as análises laborariais indicaram que a contaminação pode ocorrer ao longo de toda a cadeia produtiva. O acondicionamento inadequado em recipientes abertos no varejo e falhas na vedação das embalagens favorecem a recontaminação pós-processamento.

O risco da resistência bacteriana no ambiente doméstico

O achado mais preocupante das análises foi o isolamento de três bactérias resistentes à colistina, um antibiótico considerado de último recurso para o tratamento de infecções graves na medicina humana, além de cepas resistentes a carbapenêmicos. Ao consumirem os petiscos afetados, os cães podem atuar como portadores assintomáticos, espalhando os microrganismos pelo ambiente.

A transmissão para os seres humanos ocorre de forma cruzada, principalmente pela via fecal-oral ao manusear os alimentos sem a higiene adequada ou pelo contato direto com a saliva e pelos dos animais de estimação. Crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas são os grupos que apresentam maior vulnerabilidade para quadros graves.

bactérias
Análises laboratoriais identificaram bactérias com resistência genética a antibióticos de último recurso em orelhas suínas (Foto: Imagem gerada com ferramenta de IA)

Recomendações de segurança e higienização

Diante dos resultados, autoridades sanitárias recomendam o uso de métodos adicionais de descontaminação pelos fabricantes, como a irradiação ou o cozimento térmico estrito, seguidos obrigatoriamente pelo envase em embalagens individuais seladas para mitigar os riscos de exposição bacteriana no comércio.

Para os responsáveis, a orientação dos médicos-veterinários é lavar rigorosamente as mãos com água e sabão imediatamente após o manuseio de qualquer petisco desidratado e manter a higienização constante dos potes e das superfícies de contato dos animais.

Fonte: Petfood Forum Brasil, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

FAQ sobre bactérias em petiscos desidratados

Quais bactérias foram encontradas nos petiscos para cães?

Os testes laboratoriais identificaram contaminação por Salmonella e bactérias com resistência genética a antibióticos críticos e de último recurso, como a colistina, representando riscos de infecções difíceis de tratar em humanos e animais.

Como ocorre a contaminação de seres humanos por esses produtos?

A transmissão acontece de forma cruzada quando as pessoas manipulam os mastigáveis contaminados e não lavam as mãos, ou pelo contato direto com a saliva, dejetos e pelos dos cães que ingeriram o petisco.

O processo de fabricação tradicional não elimina os germes?

O tratamento térmico e a desidratação eliminam os patógenos inicialmente, mas o estudo aponta que falhas no isolamento dos produtos e a venda de petiscos a granel em caixas abertas facilitam a recontaminação no transporte ou nas lojas.