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Pets em primeiro lugar: gastos com animais crescem e refletem mudança no comportamento das famílias

Levantamentos mostram que responsáveis investem cada vez mais em alimentação, saúde e bem-estar, reforçando o papel dos pets como membros da família

Pets em primeiro lugar: gastos com animais crescem e refletem mudança no comportamento das famílias
Por Danielle Assis
28 de março de 2026

O vínculo dos seres humanos com seus animais de estimação está cada vez maior e, por mais que ainda existam muitos casos de maus-tratos e descuidos, há quem leve a sério o cuidado com a saúde dos pets. 

Isso é o que mostrou uma pesquisa realizada pela U.S. News & World Report com 1.500 responsáveis por animais de estimação dos Estados Unidos, realizada durante o mês de janeiro de 2026. 

De acordo com o levantamento, 72% dos entrevistados afirmou gastar entre US$ 50 e US$ 200 por mês com seus pets, gastos esses que incluem alimentação, higiene, seguro pet, consultas veterinárias e brinquedos.

Para 54%, esses custos estão de acordo com o orçamento previsto. Porém, quase um terço dos responsáveis (28%) afirmou gastar mais do que o esperado. 

Inclusive, a pesquisa mostrou que 30% dos entrevistados gastam mais com os seus cães e gatos do que com a sua própria saúde. Dado esse que aponta para o grau de importância dos pets para as pessoas no cenário atual. 

Justamente por isso, 38% dos participantes do estudo se denominaram com orgulho como “pais de pets”. 

No Brasil 

A realidade vivenciada pelos americanos não é muito diferente da dos brasileiros. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Quaest, em 2024, apontou que o Brasil é o terceiro mais populoso em número de animais de estimação do mundo. 

Essa presença importante dos pets não somente modificou as estruturas familiares, como também gerou uma nova “despesa” para o orçamento. 

De 2002 a 2018, o número de famílias que declararam custos com animais de estimação passou de 11,72% para 30,27%. 

Os dados das Pesquisas de Orçamento Familiares (POF) de 2002-2003, 2008-2009 e 2017-2018, apontaram que a despesa total média com pets teve um aumento de 145% nesses períodos, saindo de R$ 8,32 em 2002-2003 para R$ 20,42 em 2017-2018. 

De acordo com o levantamento, grande parte desses valores foi destinado à alimentação e aos cuidados com a saúde dos animais. 

Por mais que não sejam encontrados dados mais recentes que apontem a parcela dos pets no orçamento dos brasileiros, é possível notar que há uma tendência mundial em ofertar bons produtos e cuidados adequados com a saúde para os animais, especialmente cães e gatos, que são a maioria nos lares. 

Esses panoramas demonstram não apenas o importante vínculo de responsáveis com seus pets, como também uma oportunidade de mercado, a partir da oferta de serviços de saúde, hospedagem e outros cuidados, que movimentam a economia mundial. 

Confira o artigo completo “Pets em primeiro lugar!“, na íntegra e sem custo, acessando a página 58 da edição de março (nº 319) da Revista Cães e Gatos.