A rotina de uma clínica veterinária em São Paulo foi surpreendida por uma cena incomum: uma pomba ferida entrou sozinha no consultório em busca de ajuda.
O caso chamou atenção porque o animal não foi levado por nenhum responsável — simplesmente caminhou pela calçada e seguiu até a recepção.
Ao perceber a presença da ave, a médica-veterinária Joyce Freschi prestou atendimento imediato.
A pomba foi recolhida com cuidado, teve as feridas limpas e recebeu as medicações iniciais.
Câmeras registraram a entrada da ave
As imagens do circuito interno ajudaram a entender o que havia acontecido. A pomba foi vista andando pela calçada próxima à clínica e, de forma espontânea, entrou no local. Naquele momento, a recepção estava vazia, e ela continuou circulando até ser notada.
“Ela sabia exatamente onde pedir ajuda”, afirmou a veterinária ao relatar o episódio.
Impressionada com a situação, Joyce compartilhou o vídeo nas redes sociais. “Se não fosse filmado, ninguém iria acreditar”, escreveu.
A publicação alcançou milhões de visualizações e gerou forte repercussão, com elogios à postura da profissional e comentários destacando a aparente inteligência da ave.
Diagnóstico, tratamento e agravamento do quadro
Posteriormente, foi identificado que se tratava de um macho, batizado de Manchinha. Ele passou por exames como raio-X e ultrassonografia, além de acompanhamento diário.
Os exames indicaram uma infecção com possível comprometimento ósseo, o que o impedia de voar. O tratamento incluiu antibioticoterapia.
Após cinco dias de observação, não houve melhora significativa, embora o animal estivesse se alimentando e interagindo normalmente.
Com a evolução do quadro e suspeita de neoplasia, foi necessária a amputação da asa. A partir de então, a ave deixou de voar definitivamente.
Mascote da clínica e despedida
Após a amputação, Joyce decidiu manter Manchinha na clínica de forma permanente. Ele se tornou mascote do espaço e recebia cuidados diários da equipe.
Em dezembro de 2023, no entanto, o quadro voltou a se agravar. A ave apresentou apatia e dificuldade para se alimentar.
A avaliação especializada identificou tricomoníase, doença transmitida entre aves pelo compartilhamento de comedouros.
A suspeita foi de que o contato com aves livres que passavam pela região tenha favorecido a infecção.
Com tratamento, houve recuperação inicial. Porém, duas semanas depois, Manchinha não resistiu e faleceu.
Para homenageá-lo, Joyce confeccionou um quadro com penas do mascote e compartilhou uma mensagem de despedida: “Toda vez que você pensar em mim, lembre-se que eu estarei bem aí, dentro do seu coração. Afinal, a saudade é o amor que fica!”
Nos comentários das publicações, internautas manifestaram solidariedade e reconheceram o cuidado oferecido ao animal.
“Você foi um anjo na vida dele, Obrigada por ter cuidado”, escreveu uma usuária.
O episódio reforça a importância do atendimento veterinário também para animais silvestres urbanos e evidencia como a atuação técnica aliada à sensibilidade pode marcar profundamente a trajetória de um paciente — mesmo quando ele chega sem aviso.
Fonte: Metrópoles, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre pomba ferida
A pomba foi levada por alguém à clínica?
Não. Ela entrou sozinha no local, após caminhar pela calçada.
Qual foi o diagnóstico inicial?
Uma infecção com possível comprometimento ósseo, que impedia o voo.
O que causou o falecimento?
Posteriormente, foi diagnosticada tricomoníase. Apesar do tratamento, o animal não resistiu.

