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Profissional explica sobre a atuação dos cães de resgate que auxiliam o trabalho dos bombeiros

Na recente tragédia em Petrópolis (RJ), de 60% a 70% de todos os resgates feitos envolveram a atuação dos animais

Os cães detectores são treinados desde cedo para identificar odores específicos, de acordo com estímulos positivos que respeitam com os instintos do animal. Desta forma, eles têm desempenhado um importante papel em nossa sociedade: ao lado de seus condutores, em uma parceria que envolve conexão emocional, confiança e é chamada de binômio (o par homem e cão), participam de operações de resgate, buscas e apreensões e podem até auxiliar no diagnóstico de doenças.

“A primeira coisa a se destacar sobre os cães detectores é que eles sempre estarão atuando felizes, com o objetivo de ganhar uma recompensa”, explica o responsável Técnico e Cinotécnico da KDOG, Leandro Lopes.  

O projeto tem sede em Petrópolis, no Rio de Janeiro, município que enfrentou uma tragédia em fevereiro em decorrência de fortes chuvas. O trabalho de resgate às vítimas foi acompanhado por todo o Brasil e, o que muita gente não sabe, é que a equipe de buscas contava com cerca de 70 cães farejadores do Corpo de Bombeiros e resgatistas voluntários.

Lopes conta que em todos os dias das buscas os cães detectores foram supervisionados por equipes de veterinários, que avaliavam o bem-estar dos animais diariamente. “Neste tipo de trabalho, respeitamos ao extremo a saúde dos cães, para que eles estejam saudáveis e só assim aptos para o campo”, disse.

De 60% a 70% de todos os resgates feitos na região envolveram a atuação dos cães. “Em uma catástrofe como esta, o entendimento do binômio é uma peça fundamental. Os cães funcionais são imensamente valorizados e cuidados para estarem conectados com seus condutores, em uma experiência de cumplicidade e conexão que poucos têm.”

Durante estes dias, a sede da KDOG se tornou um centro de comando que ofereceu suporte aos resgatistas e, ainda, cuidou da distribuição de alimentos aos animais da cidade que ficaram desabrigados.

A Royal Canin Brasil e Argentina viabilizaram a vinda de 5 binômios da Associação Escola de Resgate Canino Argentina (ACCEC), para o Brasil, oferecendo todos os recursos logísticos e alimentação para os profissionais e cães de trabalho que atuaram nos resgates. Além disso, a Royal Canin Brasil, comprometida com projetos sociais que reforçam a importância do pet na vida do ser humano e apoiadora do projeto KDOG, também doou, aproximadamente, 5 toneladas de alimentos para animais de abrigos da região de Petrópolis (RJ).

Royal Canin doou, aproximadamente, 5 toneladas de alimentos para animais de abrigos da região de Petrópolis (Foto: divulgação)

Como é o treinamento de um cão de resgate?

Desde filhotes, os animais são treinados e socializados para a detecção de odores. Antes de partir para o trabalho, de fato, esses cães passam por um treinamento específico para o serviço que prestarão. Um fator que deve ser levado em conta é a raça e o porte. Dependendo do serviço, é necessário treinar um cão com habilidades específicas da sua raça. Por exemplo, os labradores são, normalmente, utilizados como cães-guia ou cães farejadores.

O treinamento de um cão de serviço costuma durar cerca de dois anos e começa ainda quando filhote. É nessa fase que eles passam por um processo de avaliação para saber se têm o perfil necessário. “Precisamos, no Brasil, criar uma cultura que reconheça a importância deste trabalho. A humanidade sempre contou com os cães ao longo da história. Com eles, aprendemos a caçar, entendemos o que é proteção e valores como lealdade”, finaliza Lopes.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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