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Reforma Tributária: como se preparar para 2027

Nova sistemática de tributação pode elevar custos, pressionar margens de preços e exigir mudanças na gestão financeira e fiscal de negócios veterinários, incluindo clínicas e hospitais veterinários

Reforma Tributária: como se preparar para 2027
Por Danielle Assis
20 de outubro de 2026

Com a proximidade de 2027, a reforma tributária está deixando muitos empresários do setor preocupados com os impactos das novas alíquotas sobre os negócios veterinários. 

Por mais que as mudanças já tenham iniciado neste ano, o cenário ainda é de incertezas e muitas dúvidas. No entanto, existem oportunidades a serem exploradas.

Para os negócios veterinários, as alterações nos tributos exigem atenção especial, principalmente diante da possibilidade de aumento da carga tributária efetiva, dos impactos no fluxo de caixa e da necessidade de adaptação dos sistemas e processos internos.

Segundo Ronaldo Dias Oliveira, contador, tributarista e sócio da PetCont, contabilidade especializada no mercado Pet & Vet, 2026 é o ano de preparação e 2027 é quando o jogo começa a valer de verdade. 

Isso porque, no próximo ano o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) deixam de existir e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) entra efetivamente em funcionamento, assim como o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) avança dentro da transição.

“As principais mudanças estão relacionadas à nova carga tributária e  quanto esses aspectos vão afetar os caixas das empresas e suas  vendas. Não é simplesmente trocar de tributos. Irá mudar a lógica de créditos, custos e formação de preços. Para clínicas, hospitais veterinários e pet shops, isso exige entender como cada atividade e cada produto serão tributados”, destaca.

Com a substituição gradual de tributos, como PIS, Cofins, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS) pelo IBS e pela CBS, o novo modelo estabelece uma sistemática de tributação baseada no Imposto sobre Valor Agregado Dual (IVA-Dual), com regras que podem variar conforme a natureza de cada operação.

custos
A transição para o modelo de IVA-Dual exige que clínicas, hospitais e pet shops planejem custos e precificação até 2027 para mitigar impactos na margem de lucro (Foto: Reprodução)

A advogada, sócia e fundadora do escritório Bandeira de Mello, D’Ambrosio Advogados, diretora tributária e de agronegócio da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e coordenadora do WAWL – GAFFFF 2026, Adriana Bandeira de Mello, explica que, embora a reforma tenha como um de seus objetivos reduzir distorções e simplificar a tributação sobre o consumo, seus efeitos não serão iguais para todos os segmentos. 

Conforme relata, no mercado veterinário, clínicas, hospitais, laboratórios e empresas que comercializam produtos precisarão avaliar como as novas regras se aplicam às suas atividades, considerando os serviços prestados, os insumos adquiridos, o tamanho e a estrutura tributária de cada negócio.

“Especificamente em relação à prestação de serviços nos mercados veterinário e pet, a nova tributação pelo chamado IVA-Dual estabeleceu uma regra geral, bem como regimes  específicos de tributação para determinados tipos de serviços, produtos e insumos”, explica.

Dessa forma, a diversidade de tratamentos tributários torna indispensável uma análise individualizada das operações, já que a mudança pode afetar tanto os custos quanto os preços praticados no mercado veterinário.

Confira o artigo completo “Reforma Tributária: como se preparar para 2027”, na íntegra e sem custo, acessando a página 10 da edição de outubro (nº 326) da Revista Cães e Gatos.