Uma intervenção policial dramática mobilizou autoridades e protetores independentes em Salvador (BA). Doze gatos foram resgatados de um apartamento mantido em condições extremas de insalubridade e degradação no bairro de Pirajá.
A operação foi desencadeada após sucessivas denúncias da comunidade local e de ativistas da causa animal, que alertaram a Polícia Civil sobre o forte odor vindo do imóvel e a evidente ausência de moradores ou de cuidados básicos no local há dias.
Cenário de extrema gravidade e suspeita de canibalismo
Ao entrarem na residência, os agentes de segurança se depararam com um cenário desolador. Os 12 felinos sobreviventes estavam visivelmente debilitados, sem qualquer acesso a água potável ou alimento.
O ambiente acumulava fezes, lixo e restos mortais, incluindo ao menos sete ossadas completas de outros gatos que não resistiram às privações prolongadas.
Devido ao confinamento severo e à privação total de alimentos, a principal linha de investigação indica que os animais sobreviventes precisaram recorrer ao canibalismo, alimentando-se dos cadáveres dos outros felinos presentes no imóvel para não morrerem de fome.
A pessoa que alugava o apartamento e que detinha a responsabilidade legal pelos animais não estava na propriedade durante a operação policial.
Até o momento, sua identidade e seu paradeiro não foram oficialmente divulgados pelas autoridades policiais responsáveis pelo caso.

Investigação, penalidades e processo de reabilitação
Apesar da gravidade dos fatos constatados no local, ninguém foi preso em flagrante durante a ação de resgate. A Polícia Civil abriu um procedimento para apurar as responsabilidades do responsável sumido.
No Brasil, o abandono e a manutenção de animais em ambientes insalubres constituem crime de maus-tratos, amparado pela Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, pagamento de multa e a proibição expressa de obtenção da guarda de novos pets.
Os 12 felinos salvos foram prontamente transferidos para uma instituição de acolhimento e proteção animal na capital baiana. No abrigo, os animais passam por uma bateria completa de exames laboratoriais, hidratação intravenosa, avaliação de danos renais e nutricionais, além de suporte comportamental para tratar os traumas gerados pelo confinamento.
Assim que estiverem totalmente reabilitados e castrados, os sobreviventes deverão ser disponibilizados para adoção responsável.
Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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