O Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado na Chapada dos Guimarães (MT), deu início a uma campanha on-line para ajudar a custear a complexa operação de transferência do elefante Sandro. O animal vive há cerca de 40 anos no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP).
A vaquinha virtual tem como meta arrecadar R$ 30 mil para auxiliar nas despesas logísticas e na adaptação do novo espaço. O custo total do transporte e da infraestrutura pode chegar a R$ 200 mil.
Segundo a equipe técnica do SEB, a caixa de transporte e os profissionais devem chegar ao zoológico de Sorocaba na primeira quinzena de setembro. A partir de então, o animal passará por um processo gradual de aclimatação para se acostumar com a estrutura antes de pegar a estrada.
Logística e estrutura adaptada para a viagem de dois dias
A viagem rumo ao Mato Grosso deve durar aproximadamente dois dias. Para garantir a segurança e o bem-estar do elefante durante o trajeto, uma caixa de transporte especial foi desenvolvida com 5 metros de comprimento, 3,5 metros de altura e 2,5 metros de largura — dimensões semelhantes às do recinto atual de Sandro.
A estrutura conta com características específicas de segurança e conforto:
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Climatização reforçada: o container será equipado com dois aparelhos de ar-condicionado para amenizar as altas temperaturas da região Centro-Oeste nesta época do ano;
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Mobilidade controlada: a caixa permite pequenos passos para a frente e para trás, mas impede que o animal vire de corpo inteiro, evitando movimentações bruscas que poderiam desequilibrar ou tombar o caminhão;
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Posição em pé: Sandro fará o percurso em pé. De acordo com a biologia da espécie, elefantes conseguem caminhar por dias em processos migratórios na natureza, tornando o período de viagem seguro para sua fisiologia.

Novo recinto 30 vezes maior e cuidados com a saúde
No Mato Grosso, Sandro viverá em uma área de 30 hectares — um espaço cerca de 30 vezes maior do que seu recinto em Sorocaba. O local abriga atualmente seis fêmeas da mesma espécie (elefante-asiático), que ficam em habitats separados para respeitar a dinâmica natural da espécie e evitar a reprodução.
Por apresentar perda de dentes devido à idade, o animal continuará recebendo alimentação especial picada no Santuário. Contudo, ele terá a oportunidade de explorar a vegetação nativa do cerrado com autonomia, buscando brotos, flores e alfafa, além de passar por acompanhamento veterinário contínuo para avaliar sua saúde física.
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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