Problemas de mobilidade não são exclusivos de cães e gatos — eles também podem afetar répteis, especialmente com o avanço da idade ou após traumas.
Foi o que aconteceu com uma fêmea de tartaruga-gigante-de-aldabra que vivia em um zoológico particular em Manila, nas Filipinas, e perdeu temporariamente a força nas patas.
Fraqueza nas patas levantou suspeita de origem neurológica
Segundo o veterinário Nielsen Donato, do projeto Vets in Service, o quadro pode estar relacionado a uma condição neurológica.
Outra hipótese levantada envolve interações com outros animais. Em répteis, o comportamento de monta pode ocorrer tanto em contexto reprodutivo quanto social, e eventuais impactos podem ter causado um trauma, especialmente nas patas traseiras, exigindo tempo de recuperação.
Rodinhas ajudaram a reduzir pressão e estimular movimento
O tratamento começou com sessões de laser anti-inflamatório, mas a evolução ganhou um novo rumo com uma solução criativa: a instalação de quatro rodinhas no plastrão — parte inferior da carapaça.
A adaptação foi pensada para reduzir a pressão sobre as patas e permitir maior liberdade de movimento.
Inicialmente, a tartaruga estranhou o equipamento, mas rapidamente passou a se deslocar com mais facilidade.
Recuperação gradual e retorno à locomoção normal
Com o tempo, a melhora se tornou evidente. Após um período de adaptação e fortalecimento, a equipe removeu as rodinhas — e a tartaruga voltou a andar normalmente.
“Ela apresentou algumas melhorias e a devolvemos para casa”, relatou o veterinário. O cuidado com a adaptação foi essencial para o sucesso do processo: “medimos a altura. Inicialmente, parecia muito alta, mas queríamos diminuir a pressão sobre as patas, o que também permitiria uma maior amplitude de movimento ao tentar andar”.
Criatividade e abordagem individualizada fazem a diferença
O caso reforça a importância de abordagens personalizadas no atendimento veterinário, especialmente em situações que fogem do comum.
Estratégias adaptadas, como o uso de dispositivos de suporte, podem ser determinantes para a recuperação funcional e o bem-estar dos animais.
Mesmo em espécies menos convencionais, como répteis, o acompanhamento adequado e soluções criativas podem trazer resultados positivos — devolvendo qualidade de vida e mobilidade.
Fonte: Anda, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre tartaruga de rodinhas
Tartarugas podem ter problemas de locomoção?
Sim. Assim como outros animais, podem sofrer com fraqueza muscular, traumas ou alterações neurológicas.
O uso de rodinhas é comum em répteis?
Não é comum, mas pode ser uma solução adaptada em casos específicos de reabilitação.
A recuperação foi permanente?
Neste caso, sim. Após o período de suporte, a tartaruga voltou a andar normalmente.
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