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Tartaruga volta a andar após uso de “rodinhas” em reabilitação inovadora

Solução adaptada ajudou réptil com possível trauma neurológico a recuperar a locomoção de forma gradual

Tartaruga volta a andar após uso de “rodinhas” em reabilitação inovadora
Por Equipe Cães&Gatos
23 de abril de 2026

Problemas de mobilidade não são exclusivos de cães e gatos — eles também podem afetar répteis, especialmente com o avanço da idade ou após traumas. 

Foi o que aconteceu com uma fêmea de tartaruga-gigante-de-aldabra que vivia em um zoológico particular em Manila, nas Filipinas, e perdeu temporariamente a força nas patas.

Fraqueza nas patas levantou suspeita de origem neurológica

Segundo o veterinário Nielsen Donato, do projeto Vets in Service, o quadro pode estar relacionado a uma condição neurológica. 

Outra hipótese levantada envolve interações com outros animais. Em répteis, o comportamento de monta pode ocorrer tanto em contexto reprodutivo quanto social, e eventuais impactos podem ter causado um trauma, especialmente nas patas traseiras, exigindo tempo de recuperação.

Rodinhas ajudaram a reduzir pressão e estimular movimento

O tratamento começou com sessões de laser anti-inflamatório, mas a evolução ganhou um novo rumo com uma solução criativa: a instalação de quatro rodinhas no plastrão — parte inferior da carapaça.

A adaptação foi pensada para reduzir a pressão sobre as patas e permitir maior liberdade de movimento. 

Inicialmente, a tartaruga estranhou o equipamento, mas rapidamente passou a se deslocar com mais facilidade.

Recuperação gradual e retorno à locomoção normal

Com o tempo, a melhora se tornou evidente. Após um período de adaptação e fortalecimento, a equipe removeu as rodinhas — e a tartaruga voltou a andar normalmente.

“Ela apresentou algumas melhorias e a devolvemos para casa”, relatou o veterinário. O cuidado com a adaptação foi essencial para o sucesso do processo: “medimos a altura. Inicialmente, parecia muito alta, mas queríamos diminuir a pressão sobre as patas, o que também permitiria uma maior amplitude de movimento ao tentar andar”.

Criatividade e abordagem individualizada fazem a diferença

O caso reforça a importância de abordagens personalizadas no atendimento veterinário, especialmente em situações que fogem do comum. 

Estratégias adaptadas, como o uso de dispositivos de suporte, podem ser determinantes para a recuperação funcional e o bem-estar dos animais.

Mesmo em espécies menos convencionais, como répteis, o acompanhamento adequado e soluções criativas podem trazer resultados positivos — devolvendo qualidade de vida e mobilidade.

Fonte: Anda, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre tartaruga de rodinhas

Tartarugas podem ter problemas de locomoção?

Sim. Assim como outros animais, podem sofrer com fraqueza muscular, traumas ou alterações neurológicas.

O uso de rodinhas é comum em répteis?

Não é comum, mas pode ser uma solução adaptada em casos específicos de reabilitação.

A recuperação foi permanente?

Neste caso, sim. Após o período de suporte, a tartaruga voltou a andar normalmente.

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