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Terceiro caso de raiva em morcego acende alerta sanitário em Sorocaba

Novo registro mobiliza ação preventiva da Vigilância em Zoonoses e reforça a importância da vacinação de cães e gatos contra a raiva

Terceiro caso de raiva em morcego acende alerta sanitário em Sorocaba
Por Melissa Marques
4 de fevereiro de 2026

A confirmação de um novo caso de raiva em morcego em Sorocaba (SP) levou a Vigilância em Zoonoses a intensificar ações preventivas na cidade. 

O animal infectado foi encontrado na Vila Odim, na Zona Norte, e o diagnóstico positivo foi confirmado pela Secretaria da Saúde. Este é o terceiro registro da doença em morcegos no município.

Embora não haja risco imediato para a população, o caso reforça a importância da vigilância contínua, da vacinação de cães e gatos e da orientação correta sobre como agir ao encontrar animais silvestres, especialmente morcegos.

Bloqueio sanitário orienta moradores e previne novos casos

Após a confirmação, a Vigilância em Zoonoses iniciou uma ação de bloqueio sanitário em um raio de 500 metros a partir do local onde o morcego foi encontrado. 

A medida tem caráter preventivo e inclui visitas domiciliares para orientar moradores sobre os riscos da raiva e as formas corretas de prevenção.

Durante as visitas, agentes verificam se há possíveis abrigos de morcegos nos imóveis, além de identificar a presença de cães e gatos e checar se os animais estão com a vacinação antirrábica em dia. 

Também é feito o levantamento de possíveis contatos entre pessoas ou animais domésticos e o morcego infectado.

Ao final das abordagens, os moradores recebem materiais informativos com orientações sobre os hábitos dos morcegos, sinais suspeitos da doença e o que fazer caso encontrem um animal com comportamento atípico.

Raiva é uma zoonose grave e exige atenção

A raiva é uma zoonose grave, causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central e pode ser transmitida aos seres humanos por meio da saliva de animais infectados, geralmente por mordidas, arranhões ou contato com mucosas e feridas abertas.

Morcegos são reconhecidos como importantes reservatórios do vírus no meio urbano e, muitas vezes, podem transmitir a doença mesmo sem apresentar sinais evidentes. 

Por isso, a orientação das autoridades de saúde é clara: nunca tocar em morcegos encontrados no chão, em locais baixos ou em situações incomuns, mesmo que aparentem estar mortos.

Caso haja qualquer contato direto com o animal, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, iniciar o atendimento antirrábico.

Vacinação de cães e gatos é fundamental

A vacinação antirrábica de cães e gatos é considerada a principal forma de prevenção da raiva no ambiente doméstico. 

A Vigilância em Zoonoses reforça que a imunização deve ser feita de forma periódica, conforme orientação veterinária, em animais a partir de três meses de idade.

Em Sorocaba, a vacina é oferecida gratuitamente em dois postos fixos, mediante agendamento prévio. 

Manter a vacinação em dia protege não apenas os animais, mas também toda a população, reduzindo o risco de circulação do vírus.

Além disso, a recomendação é que os responsáveis mantenham seus animais dentro de casa durante a noite, evitem acesso a locais onde morcegos possam se abrigar e não permitam que cães ou gatos brinquem com animais silvestres.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre casos de raiva em morcegos em Sorocaba

O que fazer ao encontrar um morcego caído ou em local incomum?

Não toque no animal. Isole o local e acione imediatamente a Vigilância em Zoonoses.

Cães e gatos vacinados ainda correm risco?

O risco é muito menor, mas a vacinação deve estar sempre atualizada para garantir proteção.

A raiva em morcegos representa risco imediato à população?

Não necessariamente. As ações de bloqueio são preventivas e visam evitar qualquer possibilidade de transmissão.

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