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Filhote de cachorro é diagnosticado com raiva em Salvador (BA) e acende alerta na região

Cidade não registrava casos da doença em pets há de 20 anos; animal tinha menos de três meses de vida

Filhote de cachorro é diagnosticado com raiva em Salvador (BA) e acende alerta na região
Por Equipe Cães&Gatos
5 de dezembro de 2025

A Prefeitura de Salvador (BA) emitiu um alerta epidemiológico após um filhote de cachorro ser diagnosticado com raiva. 

Não havia casos da doença em cães e gatos na cidade há 20 anos. A informação foi repassada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) nesta quarta-feira (3).

O animal, que tinha sido adotado após ser encontrado na rua, morreu no dia 20 de novembro. 

O resultado do exame, realizado no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), saiu oito dias depois, na última sexta-feira (28).

Em nota, a SMS informou que o cão, que provavelmente teve exposição a animais silvestres antes da adoção, tinha menos de três meses de vida. 

O Ministério da Saúde não indica a vacina antirrábica para essa faixa etária.

Além do alerta — direcionado a equipes assistenciais, vigilâncias municipais, serviços que atuam diretamente com animais e unidades de saúde — a pasta também tomou outras medidas:

  • bloqueio vacinal nas áreas de circulação do animal
  • busca ativa de pessoas e animais que tiveram contato direto ou indireto, com encaminhamento da profilaxia pós-exposição humana, quando indicada
  • ações casa a casa, realizadas por médicos-veterinários e agentes de combate às endemias
  • vacinação de cães e gatos do entorno, orientação aos moradores e monitoramento de sinais clínicos
  • investigações epidemiológicas e coleta de informações, conforme fluxo pactuado com a vigilância estadual e o Ministério da Saúde

Ainda em nota, a SMS também listou orientações sobre a doença. Para prevenir, o método mais eficaz é manter a vacinação de cães e gatos a partir de três meses de idade. 

Outras orientações essenciais incluem:

  • evitar contato com morcegos, raposas, saguis ou qualquer animal silvestre, seja vivo ou morto
  • acionar o Centro de Controle de Zoonoses se encontrar animais silvestres em residências
  • manter esquema de profilaxia pré-exposição atualizado, caso seja um profissional que manipulam animais, conforme seu grupo de risco

Em situação de risco, a população deve seguir as seguintes instruções:

  • pessoas mordidas, arranhadas ou que tiveram contato com a saliva de animais suspeitos devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação da necessidade de profilaxia
  • morcegos encontrados caídos, mortos ou em comportamento atípico não devem ser tocados; a orientação é acionar a vigilância municipal
  • animais domésticos com mudança de comportamento, agressividade súbita, salivação excessiva ou dificuldade motora devem ser avaliados por médico-veterinário, e os casos devem ser notificados aos serviços de vigilância

Cavalos

Segundo informações do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA), foram detectados dois casos em equinos, após exames laboratoriais, somente neste ano.

O primeiro registro oficial de um cavalo doente foi em janeiro. Em novembro, no mesmo bairro, outro cavalo foi encontrado com o mesmo quadro e a confirmação de diagnóstico laboratorial positivo para raiva.

Fonte: G1, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre caso de raiva em Salvador

Qual a provável origem da infecção do filhote?

O animal provavelmente teve contato com animais silvestres antes da adoção.

Quais medidas foram adotadas após a confirmação do caso?

Bloqueio vacinal, busca de pessoas e animais expostos, ações casa a casa, vacinação no entorno, orientação à população e investigação epidemiológica.

Qual é a principal forma de prevenção da raiva em cães e gatos?

Manter a vacinação antirrábica a partir dos três meses de idade.

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