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Veterinária explica a importância da vacinação nos cães e gatos desde filhotes

Calendário de vacinação dos animais de estimação não pode ser deixado de lado

Os animais de estimação são grandes companheiros e capazes de levar amor e alegria para qualquer ambiente, mas também estão vulneráveis a doenças. Dos cuidados contínuos que os tutores devem manter para que os cães e gatos fiquem saudáveis, as vacinas em dia estão entre os mais importantes. Elas devem ser aplicadas de acordo com o calendário de vacinação, afinal, assim como seus tutores, os animais podem contrair uma série de enfermidades capazes de comprometer suas vidas.

A médica veterinária parceira da Cafuné, nova marca de produtos para pets da Unilever, Rita Ericson, explica como o atraso na vacinação dos animais pode influenciar na vida do tutor e do pet. “A vacinação precisa estar em dia para evitar que os animais contraiam e transmitam doenças infecciosas. Além disso, o animal não vacinado pode ser impedido de viajar e se hospedar em canis ou gatis enquanto seus humanos viajam, por exemplo”, ressalta.

Para evitar essas situações, a vacinação de cães e gatos começa desde cedo, com o objetivo de imunizá-los e protegê-los de doenças que ameacem sua saúde. Para os filhotes de cães, é importante que seja aplicada a 1ª dose da vacina múltipla por volta dos 45 a 60 dias de vida. (óctupla ou déctupla – contra cinomose, hepatite, parvovirose, adenovirose, parainfluenza, coronavirose e leptospirose), enquanto as outras duas aplicações têm intervalos de 3 a 4 semanas. É relevante que, durante esse período de imunização incompleta, o filhote não se exponha, evitando passeios na rua. Uma alternativa interessante para esse período é levar o animal no colo ou em uma bolsa para que ele vá se adaptando e conhecendo o mundo. 

Mas não são só os cães que merecem essa atenção logo após o nascimento. Os felinos também precisam ser vacinados nos primeiros meses de vida, já a partir do segundo mês. “É imprescindível que os filhotes de gato tomem a vacina quádrupla ou quíntupla (rinotraqueíte, calicivirose, clamidiose e mais a panleucopenia, na quíntupla), sendo administradas de duas a três doses. Eles também devem ser testados para duas viroses importantes, a FiV e a FelV”, afirma a doutora Rita.

Vacinação deve sempre ser realizada em animais saudáveis, aplicada por um profissional habilitado (Foto: reprodução)

Mito. Uma crença que se espalha entre tutores mais desatentos é de que animais que não saem à rua não precisam ser vacinados ao longo da vida, pois estariam protegidos dentro de casa. Porém, cães e gatos devem tomar reforços anuais de suas vacinas, independentemente se passeiam na rua com frequência ou convivem com outros pets. Algumas vacinas são indispensáveis, como a múltipla óctupla ou déctupla para cães e a quádrupla ou quíntupla para gatos, além da antirrábica, que deve ser administrada em ambos os animais.

Outras vacinas importantes são a da gripe e a da Leishmaniose, no caso dos cachorros. Já para os gatos, as vacinas de leucemia felina e a de clamidiose também não devem ser negligenciadas. “Há muitos anos, nós, veterinários, recomendamos reforços anuais de vacinas. Esses reforços exercem um papel importante na prevenção de doenças em cães e gatos. Também é interessante lembrar que o que determina se uma vacina precisa ou não de reforço é a duração da imunidade causada por ela e essa duração é variável para cada doença, sendo longa para cinomose, parvovirose, adenovirose e panleucopenia, e curta para a leptospirose. Assim, o grau de proteção é diferente para cada doença”, finaliza a veterinária.

Ela ainda aponta que uma das grandes vantagens da vacinação anual acompanhada por um veterinário é a avaliação clínica, que ajuda a prevenir contra futuras doenças. A médica também ressalta que a vacinação deve sempre ser realizada em animais saudáveis, aplicada por um profissional habilitado, que além de examinar o pet, vai controlar a conservação e a procedência das vacinas.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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