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Veterinário dá dicas importantes sobre a vacinação de animais de companhia

Vacina em animais idosos, histórico vacinal, obrigatoriedade, entre outros pontos, são abordados

Em tempos em que a vacinação humana está entre os assuntos mais comentados e esperados, é válido falar, também, sobre a importância da vacinação dos animais de estimação, seja para aumentar a expectativa e a qualidade de vida do pet, evitando doenças infectocontagiosas, ou para prevenir a transmissão de zoonoses (doenças transmissíveis dos animais para os seres humanos).

O veterinário e professor do Centro Universitário Avantis – UniAvan, Raniere Gaertner, explica quais são as principais vacinas. Segundo ele, a antirrábica imuniza o animal contra a raiva (doença viral), uma zoonose que ataca o sistema nervoso central e é fatal tanto para os animais quanto para os humanos. A primeira dose deve ser tomada a partir da 12ª semana de vida e depois reforçada todos os anos. Ela é obrigatória no País.

Já as vacinas polivalentes (V8 e V10) imunizam o cão contra doenças de origem viral e bacteriana, como cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose, parainfluenza e determinados sorovares de leptospirose. A primeira aplicação deve ser feita, aproximadamente, a partir das seis semanas de vida, sendo realizados dois reforços entre 21 e 30 dias e, posteriormente, reforço anual.

Outros imunizantes disponíveis para nossos pets são as vacinas contra giardíase, zoonose que provoca alterações no sistema digestivo (a vacina ajuda a reduzir os riscos de incidência e gravidade da doença); contra traqueobronquite infecciosa ou tosse dos canis, vulgarmente chamada de gripe canina; e contra a leishmaniose, uma importante zoonose, infelizmente cada vez mais frequente em nosso país. As vacinas contra a giardíase e traqueobronquite exigem uma dose inicial e um reforço entre 21 e 30 dias e, posteriormente, reforço anual. Já o imunizante contra a leishmaniose é composto por três doses iniciais (uma dose e dois reforços) e reforço anual.

Nos gatos, além da antirrábica, existem as polivalentes (V4, V5), que imunizam o felino contra panleucopenia felina, calicivirose, rinotraqueíte e clamidiose (V4) e leucemia viral felina (V5). A vacinação exige um ou dois reforços no intervalo de quatro semanas, dependendo da idade da primeira aplicação, e reforço anual. 

Sobre a vacinação nos animais idosos, Gaertner explica que, como na raça humana, os animais mais velhos também podem ser mais sensíveis a algumas doenças. “Por isso é muito importante manter o esquema adequado de vacinação e seguir o protocolo de vacina que vai ser orientado pelo médico veterinário em todas as etapas de vida do pet”, destaca. 

É de responsabilidade do tutor do animal fazer a vacinação, principalmente, dos imunizantes obrigatórios (Foto: reprodução)

Quando questionado se quando um animal que nunca foi vacinado contra a gripe tiver um quadro de doença pulmonar deve ser vacinado, ele declara que, inicialmente, deve-se procurar um médico-veterinário. “Ele irá fazer exames clínicos e laboratoriais, se necessário, para em seguida determinar o diagnóstico e tratamento do animal e indicar o melhor período para tomar a vacina contra traqueobronquite infeciosa”, reforça.

Mas existe obrigatoriedade na vacinação de animais? Gaertner diz que algumas vacinas são, sim, obrigatórias. “É o caso da vacina antirrábica (ou contra a raiva). É de responsabilidade do tutor do animal fazer a vacina. Em caso de visita a outro Estado, é preciso levar junto o atestado de saúde do animal, com a comprovação da aplicação e data de validade da vacina contra a raiva. No Brasil, a vacina antirrábica deve ser aplicada anualmente”, lembra.

Atualmente, segundo o profissional, alguns condomínios também exigem a carteira de vacinação em dia (não somente contra a raiva, mas também polivalente, traqueobronquite infecciosa e giardíase). Hotéis para animais também têm o hábito salutar de exigir que as vacinas de seus hóspedes estejam em dia. “Lembrando que a leptospirose também é uma importante e perigosa zoonose que pode ser transmitida ao ser humano por cães infectados”, adiciona.

Aos tutores que adotarem um animal de mais idade, não conhecendo o histórico vacinal do animal, Gaertner acredita ser mais seguro supor que ele não tenha sido vacinado e iniciar o esquema de vacinação assim que possível, usando as vacinas disponíveis para prevenção de doenças infectocontagiosas. “O médico-veterinário irá determinar qual esquema de vacinação é o mais adequado para seu animal levando em conta a idade, região e incidência de determinadas doenças”, finaliza.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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