A ausência de sintomas não significa que um animal está livre de helmintos, popularmente conhecidos como vermes. Muitos parasitas se instalam no organismo e passam semanas, ou até meses, se multiplicando antes de manifestar sinais clínicos. Durante esse período, o pet pode sofrer silenciosamente com fadiga, perda de nutrientes e danos internos progressivos. Por isso, a vermifugação é uma medida essencial para evitar infecções silenciosas que podem comprometer a saúde do cão ou gato a longo prazo.
De acordo com André França, coordenador do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, a vermifugação periódica é crucial para prevenir não só as doenças no animal. Afinal, reduz a possibilidade de transmissão de algumas zoonoses, que podem gerar condições graves, especialmente em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, nos primeiros anos de vida ou durante a gestação.
Até mesmo os bichos que vivem dentro de casa ou apartamento podem ser expostos a contaminações (Foto: Reprodução)
“Ao vermifugar seu pet, você está protegendo não apenas a saúde dele, mas também reduz as formas transmissoras de alguns vermes. Isso faz com que o ciclo de vida dos parasitas seja quebrado, impossibilitando uma possível infecção no ser humano. É importante destacar também que nem todos os helmintos podem gerar riscos de doenças em pessoas”, explica o profissional.