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Você gasta mais na alimentação do seu cão do que na sua? Pesquisa revela nova obsessão dos responsáveis

Levantamento mostra que 51% dos responsáveis americanos compram rações especiais; Geração Z lidera gastos mensais e prioriza dieta dos pets em relação à própria

Você gasta mais na alimentação do seu cão do que na sua? Pesquisa revela nova obsessão dos responsáveis
Por Equipe Cães&Gatos
9 de outubro de 2026

Mais da metade dos responsáveis de cães nos Estados Unidos (51%) já opta por alimentos do tipo premium, frescos ou orgânicos para a dieta de seus animais.

O levantamento, realizado pela Tractor Supply Co., aponta que o cuidado com a nutrição pet tornou-se prioridade, superando em muitos casos os hábitos alimentares dos próprios responsáveis, em uma tendência impulsionada principalmente pelas gerações mais jovens.

O gasto médio mensal com a alimentação dos cães no país alcançou US$ 101 (cerca de R$ 525), somando mais de US$ 1.200 (aproximadamente R$ 6.244) por ano. Deste montante, cerca de US$ 86 são destinados exclusivamente a rações e opções alimentares de alta qualidade, demonstrando a consolidação do mercado de “humanização” dos cuidados veterinários.

Geração Z lidera os investimentos e prioriza a saúde dos pets

O estudo destaca uma marcante diferença geracional no consumo. Os responsáveis da Geração Z gastam mensalmente 24% a mais com a alimentação de seus cães do que os integrantes da geração baby boomer — uma média de US$ 107 (R$ 556) contra US$ 86 (R$ 447).

Além disso, 41% dos jovens da Geração Z afirmaram priorizar a dieta de seus animais de estimação em relação à própria alimentação.

Os dados mostram ainda que 40% de todos os entrevistados oferecem uma dieta mais especializada ou restritiva aos cães do que a si mesmos, e quase um quarto (24%) compra produtos orgânicos para os animais com maior frequência do que para o próprio consumo.

O levantamento apontou também que os responsáveis estariam dispostos a pagar até US$ 137 mensais (R$ 713) caso tivessem a garantia de que o alimento traria melhorias significativas para a longevidade e a saúde do cão.

Pesquisa aponta que 51% dos americanos escolhem alimentos premium ou frescos para garantir a saúde e longevidade dos cães (Foto: Reprodução)

Divergências entre responsáveis e veterinários

Embora 74% dos entrevistados apontem o médico-veterinário como a principal fonte de informação para decisões nutricionais, a pesquisa revelou percepções distintas sobre o que define um alimento como premium:

  • Aditivos artificiais: Enquanto 40% dos responsáveis exigem produtos livres de aditivos e corantes, apenas 24% dos veterinários consideram esse fator crucial para definir uma ração de alta qualidade.

  • Ingredientes de enchimento: Oito em cada dez responsáveis evitam grãos como milho, trigo e soja, contra apenas 12% dos profissionais de saúde animal.

  • Número de ingredientes: A maioria dos responsáveis considera que alimentos com mais de seis ingredientes deixam de ser premium, variando entre sete ingredientes para a Geração Z e cinco para os baby boomers.

Fatores como a presença de proteína animal identificada no topo do rótulo e ingredientes de padrão humano (human-grade) também foram citados por 29% dos responsáveis como critérios determinantes na escolha de rações especializadas.

Fonte: Tractor Supply Co., adaptado pela equipe Cães&Gatos.