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Antes da consulta, vem a pesquisa: a jornada digital do responsável pelo animal na escolha da clínica veterinária

Entenda como o comportamento do responsável mudou e por que a presença digital, as avaliações e a conveniência se tornaram decisivas na captação e fidelização de clientes no mercado pet

Antes da consulta, vem a pesquisa: a jornada digital do responsável pelo animal na escolha da clínica veterinária
Por Franciele Pavei
5 de agosto de 2026

A escolha de uma clínica veterinária raramente começa na recepção. Na maioria das vezes, ela começa muito antes, na tela de um celular.

O comportamento do responsável pelo animal mudou. Hoje, ele pesquisa, compara opções, consulta avaliações e busca referências digitais antes mesmo de entrar em contato com uma clínica. Em um mercado cada vez mais competitivo, compreender essa jornada deixou de ser uma questão de marketing e passou a ser uma questão de estratégia.

Durante muitos anos, a indicação de amigos e familiares foi o principal fator na escolha de uma clínica veterinária. Ela continua relevante, mas agora faz parte de um processo mais amplo. 

Hoje, a recomendação recebida costuma ser apenas o ponto de partida para uma investigação própria. O responsável pelo animal quer confirmar informações, conhecer a estrutura, entender a abordagem da equipe e avaliar se aquela clínica transmite credibilidade. É nesse contexto que a jornada do cliente ganha importância.

Ela representa o caminho percorrido desde a identificação de uma necessidade até a decisão de agendar uma consulta. E esse percurso é formado por diversos pontos de contato que influenciam a percepção da marca.

Tudo costuma começar com uma demanda específica: um filhote recém-chegado, uma vacina, um problema de saúde ou a busca por acompanhamento preventivo. A partir daí, inicia-se uma fase de pesquisa.

Os mecanismos de busca são frequentemente o primeiro destino. O responsável pelo animal procura clínicas próximas, analisa comentários, verifica horários de funcionamento e observa a reputação digital do estabelecimento. 

Avaliações positivas não garantem a escolha, mas a ausência delas pode gerar insegurança.

Na sequência, entram em cena as redes sociais. Mais do que canais de comunicação, elas funcionam como uma extensão da experiência da clínica. 

Fotos da estrutura, apresentação da equipe, relatos de clientes e a forma como a marca se posiciona ajudam o responsável pelo animal a formar uma impressão inicial. Antes mesmo do primeiro contato, ele já começa a construir uma percepção sobre quem estará cuidando do seu pet.

Nesse processo, o conteúdo também exerce um papel relevante. Quando uma clínica compartilha orientações sobre prevenção, comportamento, nutrição ou saúde animal, demonstra conhecimento e compromisso com a educação do responsável pelo animal. 

Esse tipo de comunicação contribui para fortalecer a autoridade técnica da marca e gerar mais segurança na tomada de decisão.

A etapa seguinte envolve conveniência e experiência. Informações claras, facilidade de contato, respostas rápidas e processos simples de agendamento influenciam diretamente a decisão. Muitas vezes, a diferença entre duas clínicas semelhantes está justamente na experiência oferecida durante essa fase inicial.

Mas a jornada não termina quando a consulta é agendada. O atendimento, o acompanhamento pós-consulta e a comunicação contínua passam a integrar a experiência. Cada interação fortalece ou enfraquece a percepção construída ao longo da pesquisa.

Por isso, pensar em marketing veterinário significa olhar para todos os pontos de contato da relação. A marca não é formada apenas pela comunicação que a clínica produz, mas também pelas informações que o responsável pelo animal encontra e pela experiência que vivencia.

No mercado pet, a decisão continua sendo emocional, mas cada vez mais sustentada por informação. Porque, antes de confiar a saúde do seu animal a uma clínica, o responsável pelo animal já iniciou uma consulta silenciosa. E ela acontece no ambiente digital.