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Quando a dor vem da coluna: o que é a Síndrome da Cauda Equina em pets?

Mais comum em cães de médio e grande porte, a Síndrome da Cauda Equina exige diagnóstico precoce

Quando a dor vem da coluna: o que é a Síndrome da Cauda Equina em pets?
Por Stéfani Campos Chagas
23 de julho de 2026

Mudanças sutis na forma de caminhar, dificuldade para subir escadas ou resistência para brincar costumam ser atribuídas ao envelhecimento dos pets. No entanto, esses sinais podem esconder uma condição neurológica capaz de provocar dor crônica, perda de mobilidade e, em casos graves, alterações urinárias e fecais: a Síndrome da Cauda Equina, doença que afeta principalmente cães de médio e grande porte, mas também ocorre em gatos.

Segundo o médico-veterinário Douglas Renato Cleto, formado pela Unesp de Araçatuba, especializado em Ortopedia e em Neurologia, além de sócio-proprietário do Hospital Veterinário Bionicão, a síndrome está relacionada a alterações na região de transição entre a última vértebra lombar e a primeira vértebra sacral, conhecida como junção lombossacra.

“É uma alteração na transição da coluna lombar com a sacral que se caracteriza pela estenose degenerativa do canal vertebral, causando compressão das raízes nervosas, especialmente dos nervos ciático e pudendo”, explica.

Além das raízes nervosas, estruturas como discos intervertebrais, forames, ligamento amarelo e articulações facetárias podem ser envolvidas. À medida que a compressão aumenta, o animal manifesta dores e limitações evidentes.

Uma doença mais comum em cães

Embora acometa cães e gatos, a ocorrência é muito mais frequente nos caninos. Nos felinos, os casos são raros e geralmente associados a traumas, processos inflamatórios, infecções ou neoplasias — enquanto nos cães predominam alterações degenerativas e hérnias de disco.

As manifestações também diferem. Nos cães, a dor na região lombossacra é o sinal clássico, manifestada na palpação, movimentação dos membros posteriores ou elevação da cauda. Já os gatos tendem a apresentar flacidez ou paralisia da cauda, diminuição da sensibilidade e episódios de incontinência urinária e fecal.

Síndrome da Cauda Equina
Alterações sutis ao caminhar ou ao se levantar podem indicar a Síndrome da Cauda Equina e exigem diagnóstico precoce (Foto: Reprodução)

Quem corre mais risco?

De origem multifatorial, as causas incluem estenose degenerativa, hérnias, traumas, tumores, inflamações e malformações congênitas. O envelhecimento é um fator importante, associado a predisposições anatômicas individuais.

Entre os cães, a síndrome é mais observada em raças de médio e grande porte, como Pastor Alemão, Labrador, Rottweiler, Boxer, Border Collie e Golden Retriever. 

“Isso ocorre normalmente devido a conformações anatômicas, principalmente no Pastor Alemão”, destaca Cleto. 

Nos gatos, não há predisposição racial estabelecida.

Confira o artigo completo “Quando a dor vem da coluna”, na íntegra e sem custo, acessando a página 32 da edição de julho (nº 323) da Revista Cães e Gatos.