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Ato na Avenida Paulista pede justiça por Orelha, cão morto após violência extrema em SC

Caso do cão comunitário assassinado em Florianópolis mobiliza ativistas, protetores e reacende debate sobre punição para crimes contra animais

Ato na Avenida Paulista pede justiça por Orelha, cão morto após violência extrema em SC
Por Equipe Cães&Gatos
2 de fevereiro de 2026
Última atualização: 02/02/2026 - 12:37

Milhares de pessoas se reuniram na manhã deste domingo (1º) na Avenida Paulista, em São Paulo, para pedir justiça no caso de Orelha, um cão comunitário morto após sofrer agressões graves na Praia Brava, em Florianópolis (SC). 

O protesto ocorreu em frente ao Masp e reuniu protetores independentes, ativistas da causa animal e representantes de organizações de defesa dos direitos dos animais.

O ato teve como principal reivindicação a responsabilização dos envolvidos e o combate à impunidade em crimes de maus-tratos. 

Cartazes, palavras de ordem e manifestações simbólicas marcaram o protesto, que ganhou repercussão nacional.

Quem era Orelha

Orelha era um cão comunitário conhecido na região da Praia Brava por seu comportamento dócil e pela convivência pacífica com moradores e frequentadores do local. 

Ele vivia em uma das casinhas instaladas na praia, mantidas por responsáveis voluntários da comunidade.

No início de janeiro, o animal foi encontrado gravemente ferido após sofrer agressões violentas. 

Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento veterinário, mas, devido à gravidade das lesões, não resistiu e acabou sendo submetido à eutanásia. 

Laudos periciais apontaram trauma severo na cabeça, compatível com agressão por objeto contundente.

Investigações apontam adolescentes como suspeitos

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou quatro adolescentes como suspeitos de cometer as agressões contra Orelha. 

Dois deles haviam deixado o Brasil com familiares rumo aos Estados Unidos, mas retornaram ao país na última quinta-feira (29), após monitoramento realizado com apoio da Polícia Federal.

Durante o cumprimento de mandados de busca, os celulares dos jovens foram apreendidos para análise. 

Os outros dois adolescentes já haviam sido alvo de operação policial em datas anteriores. 

Por se tratar de menores de idade, as identidades permanecem sob sigilo, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O procedimento é conduzido pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, em Florianópolis, e ainda não há data definida para os depoimentos.

Além dos adolescentes, três adultos — dois pais e um tio dos suspeitos — foram indiciados por coação no curso do processo. 

Segundo a polícia, eles teriam tentado intimidar um vigilante de condomínio que possuía imagens consideradas relevantes para o esclarecimento do crime.

A tentativa de interferência reforçou a indignação de ativistas e protetores, que destacaram durante o protesto a importância da proteção de testemunhas em casos de violência contra animais.

Episódio com outro cão também é apurado

As autoridades também investigam um segundo episódio ocorrido na mesma região, envolvendo outro cão comunitário, chamado Caramelo. 

De acordo com relatos de testemunhas, o animal teria sido jogado ao mar pelo mesmo grupo de adolescentes.

Imagens analisadas pela polícia mostram os jovens carregando o cachorro pouco antes do ocorrido. 

O caso segue em apuração e pode ampliar a responsabilização dos envolvidos.

Mobilização nacional e debate sobre leis mais rígidas

Durante o ato na Avenida Paulista, manifestantes cobraram mudanças na legislação penal e punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais. 

Para os participantes, o caso de Orelha simboliza uma falha estrutural na proteção de seres sencientes e na resposta do Estado diante de episódios de violência extrema.

A morte do cão comunitário gerou comoção em todo o país e reacendeu discussões sobre direitos dos animais, dever do poder público e a necessidade de políticas efetivas de prevenção, educação e responsabilização.

Ato na Avenida Paulista pede justiça por Orelha, cão morto após violência extrema em SC
Protesto na Avenida Paulista reuniu ativistas de diferentes regiões do país (Foto: Reprodução)

Fonte: Anda, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre manifestação por justiça por Orelha

O que aconteceu com o cão Orelha?

Ele foi brutalmente agredido, sofreu lesões graves na cabeça e não resistiu, sendo submetido à eutanásia.

Quem são os suspeitos do crime?

Quatro adolescentes são investigados; três adultos também foram indiciados por coagir uma testemunha.

Por que o caso gerou protestos nacionais?

Pela gravidade da violência, pelo envolvimento de menores e pelo debate sobre impunidade em crimes contra animais.

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