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Busca por atualização ajuda veterinários a se destacarem no mercado competitivo

Pós-graduações, cursos, congressos e outras ferramentas presenciais e on-line são aliadas destes profissionais

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

Em constante evolução e mudança, a Medicina Veterinária requer profissionais capacitados e atualizados ou, então, acabam ficando para trás no mercado. O médico-veterinário e diretor da Clínica Veterinária Tabanez (Brasília-DF), Paulo Tabanez, comenta que novos conceitos, terapias e intervenções para serem aplicadas no dia a dia da clínica surgem rapidamente e os veterinários devem se reciclar constantemente.

Como indicado pelo profissional, são muitas fontes de atualização: cursos, pós-graduações, congressos, treinamentos e estágios. “Hoje, inclusive, muitos instrumentos são on-line e acessíveis para muitos veterinários”, pontua.

A médica-veterinária, sócia fundadora e CEO da Vetsapiens, Paola Lazaretti, também identifica as ferramentas virtuais como boa opção. “As possibilidades mais tradicionais, que ficaram de lado durante a pandemia, por conta do isolamento social, estão de volta (cursos e congressos presenciais), mas julga essas possibilidades como mais escassas e custosas. Geralmente, elas demandam que o profissional se afaste do trabalho durante um período de tempo. Após a pandemia, aprendemos a utilizar melhor os recursos on-line e, hoje, cursos, lives, vídeos, podcasts e fóruns de discussão são excelentes oportunidades para a educação continuada e se encaixam facilmente na vida do profissional e por um custo baixo ou até gratuitamente”, observa.

Cursos, lives, vídeos, podcasts e fóruns de discussão são excelentes oportunidades para a educação continuada (Foto: reprodução)

Qual deve ser o foco?

Mas o médico-veterinário deve se atualizar na profissão como um todo ou focar em sua área de atuação? Tabanez considera que seja difícil se manter atualizado em todas as áreas e, cada vez mais, os veterinários se deparam com um universo de especializações. “Isso é extremamente importante, contudo, é essencial que, mesmo o especialista, seja um bom clínico. Hoje, experimentamos uma Medicina Veterinária onde se tem muitos profissionais para ‘fragmentar’ o animal e poucos capazes de juntar ele como um todo, conectando as diversas especialidades para uma melhor comunicação e efetividade terapêutica”, opina.

Na visão de Paola, os melhores veterinários são generalistas antes de serem especialistas. “Hoje, as pessoas se tornam especialistas antes de saberem clínica geral e eu considero isso uma falha, pois nada no organismo funciona independentemente, todos os sistemas estão interligados. Claro que o veterinário pode e deve focar mais em temas de seu interesse individual e sua área de atuação, mas saber o básico e manter-se atualizado sobre todos os aspectos da Medicina é fundamental para que atue com sucesso em qualquer especialidade”, expõe.

Benefícios aos animais e à saúde pública

Essa constante busca por conhecimento impacta – e muito – na saúde e no bem-estar dos animais, segundo Tabanez, pois ajuda o profissional a fornecer mais qualidade e excelência para a saúde do animal e de sua família. “Eu, particularmente, trabalho na área de Medicina Interna de Pequenos Animais. Entretanto, não podemos esquecer a importância da Medicina Veterinária em diversas áreas da sociedade, desde a produção de alimentos, vigilância sanitária, desenvolvimento farmacêutico e de produtos, laboratório, saúde pública e controle de zoonoses, entre outras”, menciona.

Manter-se atualizado sobre todos os aspectos da Medicina é fundamental para atuar com sucesso em qualquer especialidade (Foto: reprodução)

Sobre isso, Paola afirma que um médico-veterinário só pode oferecer o melhor e o mais atual cuidado aos seus pacientes se ele tiver conhecimento das novas recomendações, tanto para diagnóstico, quanto para tratamento das enfermidades que acometem seus pacientes. “O veterinário precisa se manter atualizado, até mesmo, para saber quando e como recomendar o encaminhamento para um especialista e, inclusive, reconhecer a necessidade de encaminhamento de casos que estão além das suas possibilidades terapêuticas”, destaca.

Paola lembra que os animais de estimação vivem cada vez mais intimamente com humanos, compartilhando o meio ambiente e compartilhando patógenos. Assim, em sua visão, o veterinário, além de saber diagnosticar e tratar as enfermidades potencialmente zoonóticas, é responsável pela educação dos tutores e da população em geral quanto a essas doenças. “A esporotricose, febre maculosa, leishmaniose, a raiva, dentre várias outras, são doenças presentes no nosso País e que o veterinário precisa estar atualizado e preparado para proteger os animais e pessoas”, reitera.

Tabanez ainda adiciona que o médico-veterinário é um importante agente de saúde pública, tanto no atendimento clínico de pequenos animais, quanto de grandes e no controle das unidades de vigilância sanitária. “Algumas doenças zoonóticas que os clínicos de pequenos animais lidam e, prevenindo nos animais, também atuamos na saúde da família: além das doenças já mencionadas por Paola, ainda temos leptospirose, giardíase, toxoplasmose, ancilostomíase, toxocaríase, entre outras”, incrementa.

Profissionais capacitados e renomados têm destaque na atuação com os pets e, também, chama atenção de grandes empresas, que buscam parcerias para palestras, por exemplo (Foto: reprodução)

Educação continuada gera excelência

Paola é prova de que vale a pena se manter atualizado para conquistar um lugar melhor no mercado de trabalho. Após sua graduação, na Universidade de São Paulo (USP), fez residência em clínica médica e mestrado, focando sua atuação em Nefrologia. “No entanto, quando fui morar nos Estados Unidos, o que facilitou a obtenção da minha licença para trabalhar como veterinária por lá foi a minha formação generalista, o conhecimento de fisiologia, farmacologia, patologia, clínica médica e os fundamentos de cirurgia”, compartilha.

Atuando como clínica veterinária, em um hospital generalista no Texas, onde Paola atendia emergências, além de Medicina Preventiva, rotina cirúrgica, odontológica e tudo mais que a clínica veterinária envolve, a profissional percebeu que era impossível saber tudo sempre e descobriu que saber onde encontrar informações precisas, confiáveis, de maneira ágil e rápida, poder compartilhar casos clínicos complicado e obter opiniões de colegas era tão importante quanto manter-se atualizada.

“Com isso em mente, ao voltar ao Brasil lançamos a plataforma Vetsapiens que, além de ser uma plataforma de cursos, é uma ferramentas de trabalho, oferecendo consultas sobre inúmeras enfermidades, fórum de discussão de casos com veterinários renomados de diversas especialidades, calculadoras clínicas, bulário, algoritmos, vídeos e etc., que estão disponíveis no momento em que o médico-veterinário precisa, no dia a dia do consultório, na palma da sua mão ou no seu computador. Resumindo, além de manter-se atualizado o veterinário deve saber onde procurar informações de qualidade. Hoje, as descobertas científicas e recomendações mudam rapidamente e saber fazer as perguntas e onde buscar as respostas pode ser tão importante quanto atender a cursos ou palestras”, afirma.

O vasto conhecimento de Tabanez também reflete no trabalho realizado por ele atualmente e isso trouxe uma imensa credibilidade perante o mercado. “Tenho, hoje, uma clínica em Brasília que é referência em doenças infecciosas, entre outras especialidades. Além disso, sou palestrante convidado pelas maiores empresas multinacionais no que tange doenças infecciosas e imunologia. Também leciono para inúmeras pós-graduações e especialidades de Medicina Veterinária de pequenos animais”, comemora.

E essas conquistas não são apenas importantes para ele, enquanto profissional, mas para a sociedade como um todo. Todos ganham! “A sociedade ganha com médicos-veterinários bem capacitados, pois, como disse, nossa profissão permeia muitas áreas importantes na saúde única. Alimentos com qualidade, saúde e bem-estar para os animais de companhia e cuidados preventivos com as zoonoses são alguns dos poucos exemplos que podem ser dados deste ganho maior”, reforça.

Para encerrar, Paola salienta que, hoje, no Brasil, há mais faculdades de Medicina Veterinária do que todos os outros países somados. “Sabemos que o número excessivo de médicos-veterinários é um problema para a profissão em nosso País. A atualização constante, a dedicação individual, proatividade e investimento em aprendizado e conhecimento são ferramentas que cada veterinário tem ao seu dispor para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo”.

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