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Caso Camila Regina: suspeita de envolvimento na morte de gata em academia é presa em Alagoas

Foragida desde a decretação de sua prisão preventiva, investigada foi localizada em São Miguel dos Campos; Ministério Público denunciou dois ex-funcionários por maus-tratos qualificados

Caso Camila Regina: suspeita de envolvimento na morte de gata em academia é presa em Alagoas
Por Equipe Cães&Gatos
6 de novembro de 2026

Uma ex-funcionária de uma academia foi presa pela Polícia Civil em São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas, sob a suspeita de ter ordenado a morte da gata comunitária Camila Regina.

A investigada estava foragida desde a última sexta-feira (30), data em que a Justiça expediu seu mandado de prisão preventiva a pedido do Ministério Público de Alagoas (MPAL).

O crime ocorreu em 29 de agosto, no interior do estabelecimento fitness localizado no bairro Ponta Verde, em Maceió. As apurações conduzidas pela Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal (DCAPA) apontam a mulher como mandante do ato, enquanto um segundo ex-colaborador teria executado os golpes que vitimaram o felino.

Conforme relatou a autoridade policial, a mulher não havia sido localizada no endereço fornecido inicialmente, sendo encontrada após diligências no interior do estado. Ela foi submetida aos trâmites legais e transferida para o sistema prisional.

Posicionamento da empresa e colaboração com a polícia

Em pronunciamento oficial, a administração da academia comunicou que afastou os dois funcionários imediatamente após tomar ciência dos fatos, concretizando a demissão de ambos em seguida.

A empresa reforçou que não teve conhecimento prévio, não autorizou as agressões, colaborou ativamente fornecendo registros para o inquérito e não figura como parte investigada ou acusada no processo judicial.

gata
Gata foi posta dentro de saco e morta em academia de Maceió (Foto: Reprodução / TV Asa Branca Alagoas)

Circuito de segurança flagrou agressões fatais

Camila Regina era um animal comunitário que habitava as imediações da academia, recebendo alimentação e assistência rotineira de moradores da vizinhança e clientes do local. Após o desaparecimento repentino do felino no fim de agosto, uma das protetoras locais suspeitou de ação violenta e formalizou o boletim de ocorrência que deu início às investigações.

O acesso aos circuitos internos de monitoramento do estabelecimento revelou a dinâmica da violência. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o homem confinou o animal em um saco plástico para provocar asfixia e, na sequência, desferiu pisões e golpes contínuos durante aproximadamente cinco minutos até matá-lo.

Imagens registraram que a mulher recolheu e transportou a embalagem contendo o corpo da gata para fora das dependências da academia.

Ambos foram formalmente indiciados pela Polícia Civil e denunciados pelo Ministério Público perante a 10ª Vara Criminal da Capital. Os acusados respondem pelo crime de maus-tratos a animais qualificado pela morte do felino, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998, com as alterações da Lei Sansão).

Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.