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Três onças são encontradas mortas no Arquipélago do Marajó e caso gera suspeita de caça

Vídeo gravado no Pará mostra homem ao lado dos felinos abatidos; abate de fauna silvestre é proibido pela legislação brasileira e configura crime ambiental

Três onças são encontradas mortas no Arquipélago do Marajó e caso gera suspeita de caça
Por Equipe Cães&Gatos
5 de novembro de 2026

Três onças foram encontradas mortas na região do Alto Anajás, nas imediações da comunidade Zinco, município de Anajás, no Arquipélago do Marajó (PA).

O episódio veio à tona após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que um homem surge exibindo os corpos dos animais e declarando ter sido o responsável pelo abate dos felinos.

A gravação provocou forte alerta sobre a ocorrência de caça predatória no interior do território paraense. Até o momento, ainda não foram divulgadas informações periciais conclusivas que indiquem a data exata em que as mortes ocorreram ou a dinâmica do ocorrido, mantendo o caso sob apuração.

Papel ecológico e proteção legal dos felinos

Como predadoras de topo de cadeia alimentar, as onças desempenham uma função primordial na preservação do equilíbrio ecológico.

A presença desses carnívoros nos ecossistemas amazônicos regula as populações de presas herbívoras e onívoras, atuando diretamente na sustentabilidade florestal e na conservação da biodiversidade regional. A perda de três indivíduos representa um impacto direto à fauna local.

A caça de animais silvestres é expressamente proibida em todo o território nacional. Segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), matar, perseguir, caçar, apanhar ou utilizar espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória sem a devida autorização ou licença da autoridade ambiental competente acarreta penalidades criminais e administrativas.

onças mortas
Até o momento, não há informações oficiais sobre o vídeo com três onças-pintadas mortas a tiro (Foto: Reprodução)

Investigação e identificação de responsabilidades

Diante da repercussão do caso, entidades ambientais e órgãos de segurança pública devem apurar as circunstâncias do fato na Ilha do Marajó. O trabalho visa comprovar a autenticidade das gravações, realizar a perícia nos animais e identificar formalmente o autor do registro para que responda perante a Justiça por eventual crime contra a fauna.

Até a manifestação dos órgãos oficiais, não há laudo conclusivo confirmando os detalhes do abatimento, mas o caso reforça a urgência da intensificação das ações de fiscalização e patrulhamento em regiões remotas da Amazônia para coibir a perseguição à fauna nativa.

Fonte: ANDA, adaptado pela equipe Cães&Gatos.