Você já ouviu falar sobre cirurgia exploratória? Trata-se de um corte na região do abdômen para diagnosticar ou tratar problemas na cavidade abdominal. Esse procedimento permite ao médico-veterinário avaliar diretamente os órgãos internos do animal, identificar possíveis lesões, tumores, obstruções ou outras anormalidades que não foram detectadas por exames de imagem, como ultrassonografia, radiografia e tomografia,
Segundo o médico-veterinário, fundador e responsável do Centro Veterinário de Oncologia e Oftalmologia (ONCOFT), Dr Usman Abdulhadi Usman Phd, é uma intervenção que pode ser tanto diagnóstica quanto terapêutica, dependendo dos achados durante o procedimento.

A cirurgia exploratória pode ser indicada em cães e gatos quando há sinais clínicos persistentes que não permitem um diagnóstico preciso apenas com exames práticos. “Entre os sinais clínicos que sugerem a necessidade desse procedimento, destacam-se: vômitos persistentes, traumas acidente que podem indicar obstruções intestinais, perfurações ou inflamações graves, e quadro de abdômen agudo, condição caracterizada por dor intensa, distensão abdominal, sensibilidade ao toque e outros sinais sugestivos de emergência cirúrgica”, explica Usman.
Mas, como explicado pelo veterinário, em casos de dores abdominais sem causa aparente, a cirurgia exploratória não deve ser a primeira opção. “O melhor recurso é o diagnóstico. A cirurgia é a última escolha, desde que não seja uma emergência”.
Isso porque a abordagem inicial deve focar em exames clínicos detalhados e exames complementares, como ultrassonografia, radiografia e testes laboratoriais, para tentar identificar a causa da dor sem a necessidade de um procedimento invasivo. “No entanto, quando o quadro do animal indica uma emergência, como em casos de abdômen agudo, suspeita de perfuração, obstrução intestinal grave ou sangramento interno, a cirurgia exploratória pode ser essencial para salvar a vida do pet. Ou seja, a decisão pela cirurgia só deve ser tomada quando todos os recursos diagnósticos foram esgotados ou quando há risco iminente para o animal”, reitera.

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