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Como prevenir pulgas e carrapatos no meu pet?

Além da tradicional coceira, esses parasitas podem transmitir doenças e atrapalham a qualidade de vida dos cães e gatos. Felizmente, existem algumas maneiras de prevenção

Como prevenir pulgas e carrapatos no meu pet?
Por Danielle Assis
19 de março de 2025
Última atualização: 19/03/2025 - 14:16

As pulgas e carrapatos são parasitas externos, que podem acometer cães, gatos e diversos outros animais. Muito incômodos, eles são sinônimo de preocupação sempre que os tutores os encontram nos seus pets e, realmente, merecem atenção. 

As principais enfermidades transmissíveis pelos carrapatos são erliquiose, babesiose e anaplasmose (Foto: reprodução)

No Brasil existem aproximadamente 67 espécies de carrapatos, que se encontram amplamente distribuídas pela natureza. Todas elas se alimentam de sangue e os cães são hospedeiros de algumas, inclusive as que atuam como vetores da Febre Maculosa Brasileira. Contudo, os cachorros que possuem contato com área de mata podem ser parasitados por uma grande variedade de espécies de carrapatos (ANDREOTTI; GARCIA; KOLLER, 2019). 

Já as pulgas são insetos que parasitam cães, gatos e os seres humanos, porém com menor incidência. Elas possuem a habilidade de saltar e, assim que picam um animal, começam a se alimentar de sangue. Cerca de 24 a 48 horas depois da alimentação passam a liberar ovos no corpo do animal. O maior problema é que uma pulga adulta consegue colocar até 50 ovos por dia (ZOETIS, 2019). 

Segundo a médica-veterinária pós-graduada em felinos e homeopata no Hospital Veterinário Taquaral, Gabriela T. Pires Chrispim, a principal forma de transmissão de pulgas e carrapatos nos pets é através do contato direto entre animais ou pelo ambiente. Na maior parte das vezes, os cães e gatos são infestados durante passeios, mas isso não quer dizer que os que ficam apenas em casa não irão se contaminar. 

As pulgas preferem locais quentes, úmidos e com baixa luminosidade. Por outro lado, os carrapatos normalmente são encontrados em áreas com grama alta, frestas de cimento e escalando muros. “Os ectoparasitas ficam escondidos no ambiente até encontrar um animal desprotegido para picar a sua pele”, explica Gabriela.