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    Risco silencioso: especialista orienta sobre a prevenção contra carrapatos

    Dentre as principais doenças transmitidas pelos carrapatos estão a babesiose e a erlichiose; prevenção é fundamental para evitá-las

    Risco silencioso: especialista orienta sobre a prevenção contra carrapatos
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    18 de outubro de 2025
    Última atualização: 18/10/2025 - 20:17

    Os carrapatos são parasitas perigosos, que podem transmitir doenças graves aos cães e, também, aos seres humanos. Exemplos disso, são a erlichiose e a babesiose, duas enfermidades de progressão silenciosa, que se não tratadas levam a quadros graves.

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    A infestação desse pequeno aracnídeo é comum em áreas com grama, mato e pouca higienização, sendo essencial ter uma atenção redobrada para os prevenir.

    “Manter a grama sempre aparada e o ambiente ensolarado é fundamental, já que os carrapatos preferem locais úmidos e sombreados. Além disso, é importante remover folhas secas, entulhos e restos orgânicos para evitar que o parasita encontre abrigo. Em situações de infestação, deve-se utilizar produtos carrapaticidas específicos para o ambiente, sempre com orientação profissional e evitando o contato direto dos animais até a secagem completa”, afirma Priscila Leite, médica-veterinária e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da UNINASSAU Graças.

    Prevenção faz toda a diferença

    O uso de antiparasitários específicos para cães, recomendados por um profissional, também faz parte das estretégias de prevenção.

    “Para garantir a eficácia contínua e reduzir a chance de resistência ou falhas de proteção, a aplicação de antiparasitários deve seguir a frequência e via de administração recomendadas pelo fabricante e pelo médico-veterinário. Esses produtos podem ser em comprimidos, coleiras, sprays ou pipetas, cada um tem uma duração de ação diferente”, afirma.

    Em casos de infestação, o tratamento deve ser iniciado imediatamente para evitar complicações. Porém, vale ressaltar que a retirada incorreta do carrapato pode deixar partes do parasita presas na pele, causando inflamações.

    “A remoção do carrapato deve ser realizada com uma pinça, puxando-o próximo à pele, de forma firme e contínua, sem esmagá-lo. Após a retirada, é necessário desinfetar o local da picada com antisséptico. É importante fazer uma inspeção cuidadosa no pelo e na pele do animal, especialmente em áreas como orelhas, entre os dedos, axilas e pescoço, a fim de identificar se há infestação ou se foi condicionado ao passeio”. esclarece a especialista.

    Com prevenção constante e acompanhamento veterinário, é possível manter o cachorro livre desses parasitas, mas é preciso ficar atento às consequências do carrapato nos pets.

    “Os sinais inicialmente podem ser bem inespecíficos, como apatia, fraqueza, perda de apetite e emagrecimento. Porém, à medida que a doença evolui pode haver sintomas como mucosas pálidas ou amareladas (gengivas, conjuntivas), sangramentos espontâneos (pontos vermelhos na pele, sangramento nasal), alterações respiratórias, paralisia de membros e, em casos avançados, risco de morte”, pontua.

    O cuidado contra parasitas envolve o uso regular de antiparasitários ao longo do ano, seja em forma oral, tópica ou por coleiras.

    Também é essencial manter inspeções após passeios, realizar controle ambiental adequado e garantir acompanhamento veterinário periódico com exames preventivos. Além disso, a conscientização do tutor para reconhecer sinais precoces contribui para uma ação rápida e eficaz.

    Fonte: UNINASSAU Graças, adaptado pela equipe Cães e Gatos.

    FAQ sobre a prevenção de carrapatos

    Quais são as principais doenças transmitidas pelos carrapatos?

    Existem diferentes enfermidades que possuem os carrapatos como vetores, exemplos disso são a erlichiose, a babesiose e a anaplasmose.

    Em quais lugares esses parasitas costumam ficar na natureza?

    Os locais onde há maior concentração de carrapatos são áreas com grama, mato e pouca higienização.

    Como prevenir os carrapatos?

    Além do manejo ambiental, a aplicação de antiparasitários nos cães é de grande valia e deve ser realizada conforme a frequência e via de administração recomendadas pelo fabricante e pelo médico-veterinário.

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