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Gestão assertiva: como a análise de dados pode aumentar os resultados das clínicas veterinárias

Gestão baseada em dados substitui o achismo em clínicas veterinárias e evita que problemas financeiros afetem a qualidade do atendimento e o lucro do negócio

Gestão assertiva: como a análise de dados pode aumentar os resultados das clínicas veterinárias
Por Danielle Assis
27 de agosto de 2026

O trabalho de gestão é um dos mais complexos para os médicos-veterinários, que, muitas vezes, se veem à frente do próprio negócio sem ter a formação ou conhecimento necessários para administrar uma empresa. 

Contudo, existem maneiras de entender quais pontos estão indo bem e quais merecem atenção dentro de uma clínica ou hospital veterinário. É nessa hora que entra em cena a análise de dados. 

De forma simplificada, realizar uma gestão baseada em indicadores significa deixar de administrar o negócio com base no “feeling” e passar a registrar todas as entradas e saídas. 

“Isso não é sofisticação, é disciplina. Eu comparo esse trabalho sempre com o animal que o veterinário atende. Ele nunca vai passar um tratamento e agir sem saber o diagnóstico. Então, por que o dono da clínica insiste em tocar o seu negócio sem ter nenhuma análise?”, questiona Maria Paula Ferrari, médica-veterinária fundadora da Amar Veterinária e criadora do Guia de Protocolos, que atua há mais de 15 anos na gestão de negócios na área. 

Maria Paula Ferrari
Maria Paula Ferrari, médica-veterinária fundadora da Amar Veterinária e criadora do Guia de Protocolos (Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com a profissional, esse tipo de avaliação chegou atrasada na Medicina Veterinária. Inclusive, atualmente, ainda é uma minoria que a realiza de forma correta, o que faz com que quem a faça saia na frente. 

A importância dos dados 

Maria Paula comenta que os indicadores possuem impacto direto nos resultados financeiros e na qualidade de atendimento dos pacientes. 

“As pessoas costumam separar essas duas coisas como se fossem opostas, mas não são. Uma clínica no qual o financeiro está no vermelho não sustenta atendimento de qualidade por muito tempo. Com o tempo ela irá cortar insumos, treinamentos e bons profissionais porque está tentando sobreviver”, pontua. 

Dessa forma, estatísticas bem acompanhadas protegem a margem de lucro, que é a responsável por garantir investimentos em formação, estrutura e excelência no atendimento. 

“Gestão financeira ruim não é só um problema de dinheiro, ela chega no paciente”, conta.

Além disso, para tomar boas decisões é fundamental deixar de agir no impulso e no achismo, seja para contratar ou não funcionários, comprar equipamentos e até reajustar preços, por exemplo. 

“Eu sempre falo: se a clínica só acompanha faturamento, ela está enxergando metade da história. Os dados que eu recomendo acompanhar de forma recorrente são ticket médio, margem de lucro, custo fixo, custo variável, ocupação da agenda, faturamento por veterinário, taxa de conversão comercial e inadimplência. O checklist operacional também é fundamental para tirar o peso do gestor e tornar a equipe cada vez mais autônoma”, afirma. 

É necessário, ainda, entender a diferença entre faturar mais e lucrar mais, visto que são dois aspectos completamente diferentes. 

A médica-veterinária diz que esse é um dos pontos que mais enganam os donos de um negócio, pois, muitas vezes, ter uma entrada maior de dinheiro não significa que irá sobrar mais no final do mês. 

“O único jeito de entender essa relação é com o Demonstrativo de Resultado do Exercício, chamado de DRE. Ele funciona como um raio-x da empresa, mostrando o que entrou, o que saiu, o que foi imposto, o que foi custo e o que sobrou de verdade. Faturamento sem DRE é vaidade”, explica.

Confira o artigo completo “Gestão assertiva: como a análise de dados pode aumentar os resultados das clínicas veterinárias”, na íntegra e sem custo, acessando a página 8 da edição de agosto (nº 324) da Revista Cães e Gatos.