Opções
Artigos revista VET

A era do vídeo na Medicina Veterinária: como a tecnologia transforma o cuidado animal

Procedimentos minimamente invasivos e diagnósticos através de técnicas endoscópicas se popularizam no setor

A era do vídeo na Medicina Veterinária: como a tecnologia transforma o cuidado animal
Por Danielle Assis
25 de agosto de 2026

A Medicina Veterinária está cada vez mais próxima da Medicina Humana, graças à chegada de técnicas e tecnologias, que visam garantir mais segurança e eficácia no cuidado com os pacientes. 

Entre as novas alternativas disponíveis estão os procedimentos minimamente invasivos através de videocirurgia e os realizados a partir de técnicas de endoscopia. 

As cirurgias minimamente invasivas começaram a ser realizadas em pacientes humanos no início da década de 70, ganhando mais destaque nos anos 80, especialmente devido a procedimentos como apendicectomia e colecistectomia. 

Na Medicina Veterinária, os primeiros relatos do uso da videocirurgia em procedimentos cirúrgicos experimentais datam de 1970, mas foi em meados dos anos 2000 que começou a se popularizar. No início, essa prática era restrita a centros universitários e hospitais especializados, visto que precisava de treinamentos específicos e os equipamentos não eram acessíveis. 

Rodrigo Cincotto
Rodrigo Cincotto, médico-veterinário pós-graduado em Clínica Médica de Pequenos Animais e Cirurgia de Tecidos Moles (Foto: Arquivo Pessoal)

Contudo, hoje já está mais disseminada. Segundo Rodrigo Cincotto, médico-veterinário pós-graduado em Clínica Médica de Pequenos Animais e Cirurgia de Tecidos Moles, praticamente todas as especialidades cirúrgicas já possuem aplicações por videocirurgia. O profissional é especializado em cirurgia minimamente invasiva, membro do Colégio Brasileiro de Endocirurgia e Videocirurgia Veterinária (CBEVV) e titulado pelo Royal College of Veterinary Surgeons (RCVS), no Reino Unido.

Com isso, diversos procedimentos diagnósticos e exploratórios podem ser realizados através da técnica. Dentre eles: 

  • Ovariectomia e ovariohisterectomia;
  • Gastropexia preventiva;
  • Colecistectomia;
  • Biópsias hepáticas, intestinais e pancreáticas;
  • Adrenalectomia;
  • Criptorquidectomia;
  • Remoção de ovário remanescente;
  • Pericardiectomia. 

“As principais vantagens da videocirurgia são o menor trauma cirúrgico, a necessidade de incisões menores, a redução significativa de dor pós-operatória e o menor sangramento transoperatório. A técnica também garante uma recuperação mais rápida, retorno precoce às atividades, menor risco de infecção da ferida cirúrgica e, ainda, possibilita uma excelente visualização das estruturas anatômicas devido à magnificação da imagem”, relata o profissional.

No entanto, a técnica possui como desvantagens o custo dos equipamentos, que segue sendo alto, e a necessidade de capacitação profissional específica. 

Além disso, Rodrigo comenta que nem todos os hospitais possuem estrutura adequada para a sua realização e alguns casos muito complexos ou emergenciais podem exigir conversão para cirurgia aberta.

“É importante destacar que a conversão para cirurgia aberta não representa uma complicação, mas sim uma decisão cirúrgica visando a segurança do paciente”, afirma.

Confira o artigo completo “A era do vídeo na Medicina Veterinária”, na íntegra e sem custo, acessando a página 34 da edição de agosto (nº 324) da Revista Cães e Gatos.