Com o intuito de guiar o médico-veterinário no manejo das fêmeas e dos filhotes, a Royal Canin lançou o livro “Cuidados neonatais e pediátricos de cães e gatos”, que, entre os temas abordados, traz a toxemia da gestação em cadelas.
Segundo informações do guia, esse é um distúrbio metabólico que ocorre devido à incapacidade de a fêmea manter a produção energética adequada, resultando em hipoglicemia e cetonemia. Essa condição é rara, mas representa risco para a cadela e seus filhotes.
Durante a gestação, o aumento das demandas energéticas causa alterações metabólicas, incluindo a mobilização das reservas de gordura, levando à produção de corpos cetônicos. Algumas raças como Labrador e Dogue Alemão são mais propensas a essa condição, que pode levar a distocias e piorar com sinais de hipocalcemia.
Os principais sinais clínicos associados ao quadro incluem anorexia, depressão, fraqueza, dificuldade em se manter em pé, crises convulsivas e hálito cetônico, caracterizado pelo odor de acetona. Além disso, a condição pode levar à morte da fêmea.

Para o diagnóstico, realiza-se a medição da cetonemia e da hipoglicemia. A ausência de glicosúria ajuda a diferenciar a condição de outras doenças, como diabetes.
Já o tratamento envolve a administração intravenosa de glicose e correção de distúrbios eletrolíticos. Nos casos graves, pode ser necessário realizar uma cesariana.
Mas há como prevenir este problema? O guia mostra que a alimentação deve ser gradualmente aumentada nas últimas semanas de gestação, com uma dieta rica em proteínas e lipídios. Os alimentos devem ser fornecidos várias vezes ao dia para que a fêmea ganhe 15-25% de seu peso original durante a gestação. Além disso, raças predispostas devem ter acompanhamento nutricional adequado para reduzir os riscos dessa condição.

