O intestino do seu cão tem um novo melhor amigo, um composto chamado HPDDG. O nome é meio complicado – e obviamente sem o charme e a fofura do seu pet. Mas a origem é simples, abundante no Brasil e está associada à saúde de todos nós. É o milho, mas com um tratamento todo especial.
O mesmo grão que vira etanol também vira esse composto altamente proteico e que faz bem para o intestino do seu pet. Tudo dentro da mesma indústria. Esse pequeno cereal tem partes diferentes, uma delas vira biocombustível, de baixa emissão de carbono, e a outra, alimento.
A ciência recente colocou o intestino no centro de tudo. Da saúde, da estética e até do equilíbrio emocional. Se é assim com a gente, por que seria diferente com seu pet? Para um produto ser adequado à nutrição animal, agora precisa ser muito mais do que comida. E, é claro, precisa fazer bem para o intestino do seu cão, para conseguir garantir uma imunidade mais forte, mais energia e até uma pelagem mais bonita.
O segredo está nas bactérias que naturalmente habitam o intestino: elas podem ser boas ou más. Nutrição animal que vai além da comida precisa estimular as boas e ajudar na multiplicação delas. E é aí que mora o ouro do HPDDG.
Além de ser uma super proteína, esse composto ajuda nessa colonização de uma flora intestinal saudável.
Não é por acaso. O investimento em ciência nesse mercado é retorno garantido. O Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo. Em 2025, esse setor movimentou quase R$ 78 bilhões em vendas, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet) – e mais da metade disso foi para alimentação.
Ciência que amplia possibilidades na nutrição pet

Em um mercado desse tamanho e cada vez mais especializado, não basta conhecer a composição nutricional de um ingrediente. É preciso entender quanto de seus nutrientes pode ser efetivamente aproveitado pelo organismo, como ele é aceito pelo animal e quais efeitos sua inclusão na dieta pode provocar. É justamente nesse ponto que a ciência se torna fundamental.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com apoio da FS e publicado no Journal of Animal Science, avaliou essas características do HPDDG na alimentação de cães adultos. O ingrediente utilizado na pesquisa é produzido pela FS e comercializado como FS Essencial. Foram comparadas dietas com 0%, 7%, 14% e 21% de inclusão.
A proteína do HPDDG apresentou digestibilidade de 91,2%, indicando elevado aproveitamento pelo organismo dos cães. Nas formulações testadas, não foram observadas diferenças na digestibilidade dos macronutrientes nem nas características fecais avaliadas em comparação à dieta controle.
A aceitação foi outro aspecto investigado. No teste de palatabilidade, os cães consumiram mais da dieta formulada com 21% de HPDDG em comparação à dieta sem o ingrediente. O resultado aponta para o potencial dessa fonte proteica também em um atributo essencial para qualquer alimento destinado aos pets: ser bem aceita pelo animal.
A pesquisa também colocou à prova um dos aspectos centrais dessa nova forma de olhar para a nutrição: a relação com o ambiente intestinal. A análise das bactérias presentes nas fezes, utilizada para investigar alterações relacionadas à microbiota, identificou mudanças em determinados grupos bacterianos e em indicadores de diversidade microbiana.
Entre os resultados, houve aumento de Blautia e alterações em Clostridiales, grupos associados na literatura científica à funcionalidade intestinal. Os dados apontam para potenciais efeitos benéficos do ingrediente sobre essa funcionalidade, uma frente que poderá continuar sendo explorada em novas pesquisas.

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