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Dia Nacional da Imunização: por que vacinar cães e gatos é tão importante

Calendário vacinal protege pets, previne doenças e salva vidas

Dia Nacional da Imunização: por que vacinar cães e gatos é tão importante
Por Rebecca Vettore
9 de junho de 2026

Considerada uma das melhores formas para manter a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida dos animais, a vacinação acaba, muitas vezes, não recebendo a atenção necessária. Seja pela falta de tempo ou de conscientização, a carteirinha de vacinas não é completada por todos os responsáveis pelos pets.

Para tentar mudar essa realidade, tanto na imunização de humanos quanto dos animais de estimação, foi criado o Dia Nacional da Imunização. Comemorada em 09 de junho, a data serve como um alerta sobre o papel das vacinas na prevenção de doenças que podem causar complicações graves e até levar à morte.

Além de proteger cães e gatos individualmente, a imunização contribui para o controle de enfermidades na população animal, tornando o acompanhamento veterinário e o cumprimento do calendário vacinal atitudes essenciais ao longo de toda a vida do pet.

“Conhecida como a forma mais eficaz e segura de medicina preventiva, o principal objetivo da vacinação é estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra agentes patogênicos específicos antes que ocorra o contato com a doença. Com isso, buscamos três metas principais: proteção individual, imunidade de rebanho e saúde pública”, explica Gustavo Gonçalves, médico-veterinário na WeVets.

Além de servir como uma maneira de impedir que o cão ou gato desenvolva formas graves de enfermidades ou venha a óbito, a vacinação ajuda a diminuir a circulação de vírus e bactérias na população animal como um todo e controla a transmissão de doenças de pets para seres humanos, protegendo assim toda a família.

“Por meio da vacinação, podemos prevenir em cães doenças como cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa canina, adenovirose, prainfluenza, leptospirose (múltiplos sorovares) e raiva, por exemplo. Já os gatos, podem ser protegidos contra enfermidades como panleucopenia, calicivirose, rinotraqueíte, clamidiose, leucemia felina (FeLV) e raiva”, conta o médico-veterinário.

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Essencial, esse tipo de prevenção é indispensável no cuidado com os pets (Foto: Reprodução)

Carteira de vacinação

Quando os animais não recebem as vacinas, o organismo fica vulnerável a infecções, inclusive algumas que podem levá-los a óbito, como a raiva.

“Com alta mortalidade, certas enfermidades combatidas pela imunização exigem internamento em ambientes com isolamento e controle de material biológico. Além de causarem sofrimento no animal e o colocarem em risco, o tratamento da doença gera um custo emocional e financeiro infinitamente maior do que a prevenção anual”, diz o profissional.

Complexo, o assunto ainda pode gerar dúvidas, como, por exemplo, se existem vacinas obrigatórias e opcionais. De acordo com o médico-veterinário, a divisão da imunização é feita dessa forma: essenciais (Core), não-essenciais (Non-Core) e não recomendadas.

As essenciais são aquelas que todo animal deve receber, independentemente do estilo de vida ou localização geográfica, devido à gravidade da enfermidade ou potencial de zoonose. Como exemplo existe a antirrábica, que protege contra a raiva.

Já as opcionais vão depender da indicação e avaliação de risco feita pelo veterinário, que vai considerar o estilo de vida do pet.

“A vacina de Gripe, por exemplo, é recomendada para cachorros que frequentam creches, parques e hotéis, devido ao maior potencial de transmissão em ambientes coletivos”, explica Gustavo.

Por fim, as não recomendadas são as imunizações para as quais não há evidência científica suficiente que justifique recomendação ampla ou rotineira de uso, ou cujo benefício clínico é considerado limitado diante das evidências disponíveis.

Cuidados que devem ser tomados pelos cuidadores

Além de ficar de olho no calendário vacinal, antes da aplicação da vacina o responsável deve levar o pet para receber uma avaliação clínica minuciosa.

“Animais com febre, parasitados (vermes/pulgas), subnutridos ou apresentando qualquer sinal de doença não devem ser vacinados, pois o sistema imune precisa estar 100% saudável para responder adequadamente à imunização”, pontua o médico-veterinário.

Depois da aplicação, o pet pode apresentar reações pós-vacinais, como sensibilidade ou um leve inchaço no local da aplicação e apatia. Devido a isso, nesse período o ideal é manter o animal em ambiente tranquilo e seguro até que se recupere.

Por outro lado, caso surjam reações graves, como vômitos, coceira intensa, edema de face (rosto inchado) ou dificuldade respiratória, o responsável deve encaminhar o pet imediatamente ao pronto atendimento 24h para suporte veterinário.

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A prevenção é o melhor caminho para manter seu animal saudável (Foto: Reprodução)

FAQ sobre importância da imunização

Para que serve a vacinação de cães e gatos?

Além de estimular o sistema imunológico do animal a produzir anticorpos contra agentes causadores de doenças antes do contato com eles, a imunização protege o pet individualmente, ajuda a reduzir a circulação de vírus e bactérias na população animal e contribui para a saúde pública ao controlar a transmissão de zoonoses.

O que pode acontecer se o pet não receber as vacinas recomendadas?

Sem a vacinação, ocorre uma redução dos anticorpos protetores, deixando o organismo mais vulnerável a infecções e a enfermidades.

Quais cuidados devem ser tomados antes e depois da vacinação?

Antes da aplicação, o pet deve passar por uma avaliação veterinária e estar saudável, sem febre, parasitas ou sinais de doença. Após a vacinação, o ideal é deixá-lo em local seguro e tranquilo.