As clínicas e hospitais veterinários são ambientes que recebem, diariamente, animais para consultas, cirurgias e internações. Por mais que alguns pets estejam sadios e apenas sejam levados para check-ups e vacinas, outros podem apresentar doenças, inclusive contagiosas.

Devido a isso, manter os cuidados de higiene em todos os espaços é de extrema importância. O médico-veterinário do Hospital Veterinário Taquaral, Newton Scarpa Oliveira Junior, explica que clínicas e hospitais mal higienizados podem expor os animais ao risco de adquirir doenças infectocontagiosas e infecções bacterianas e fúngicas.
Inclusive, não são poucas as enfermidades passíveis de transmissão pelo ambiente. “Para cães podemos citar como principais cinomose, parvovirose, giardíase, gripe canina, leptospirose, hepatite infecciosa e parainfluenza. Já para gatos as doenças de maior risco são leucemia felina (FeLV), vírus da imunodeficiência felina (FIV), peritonite infecciosa felina (PIF), rinotraqueíte viral felina, calicivirose, toxoplasmose e esporotricose”, cita o profissional.
No entanto, existem algumas regras para que os locais de atendimento veterinário sejam higienizados da forma correta. De acordo com o doutor, as práticas de higiene devem ser realizadas seguindo as normas da Vigilância Sanitária e com procedimentos adequados. “Um exemplo é que durante a limpeza são utilizados produtos destinados exclusivamente para higienização hospitalar, que têm como função eliminar bactérias, vírus e fungos”, relata.
Dentre esses produtos ele cita hipoclorito de sódio, peróxido de hidrogênio, glutaraldeído e quaternários de amônia. Conforme esclarece, a escolha por cada um é realizada com base em uma determinação da própria Vigilância Sanitária.

