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Revisão científica analisa fatores de risco do câncer de bexiga em cães e gatos

Doença tem alta mortalidade, afeta principalmente animais idosos e apresenta predisposição por raça, sexo e fatores ambientais

Revisão científica analisa fatores de risco do câncer de bexiga em cães e gatos
Por Equipe Cães&Gatos
15 de janeiro de 2026

Uma revisão científica recente chamou atenção para a relevância clínica do câncer de bexiga em cães e gatos, uma enfermidade associada a alta morbidade e mortalidade, especialmente em animais mais velhos. 

O estudo aponta que a ocorrência da doença está relacionada a fatores como raça, sexo, idade, obesidade e exposição ambiental.

A análise destacou ainda uma maior suscetibilidade em cadelas, principalmente de raças terrier, e em gatos machos, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce na rotina da medicina veterinária.

De acordo com a revisão, as neoplasias da bexiga podem variar desde lesões não invasivas, restritas à mucosa, até formas invasivas, que atingem a camada muscular do órgão e apresentam comportamento mais agressivo, com potencial metastático.

Nos cães, o carcinoma urotelial invasivo é o tipo mais frequentemente diagnosticado. Já nos gatos, embora a doença seja menos comum, o comportamento biológico é semelhante e igualmente preocupante.

Sinais clínicos e impacto da doença

Entre os principais sinais clínicos estão a hematúria (presença de sangue na urina) e a disúria (dificuldade ou dor ao urinar). 

Apesar de representar uma pequena porcentagem das neoplasias diagnosticadas em cães, o câncer de bexiga está associado a elevado impacto na qualidade de vida e altas taxas de mortalidade.

O estudo identificou diversos fatores de risco, incluindo raça, sexo, idade, obesidade, tipo de alimentação, esterilização e exposição a agentes ambientais. 

Em cães, as fêmeas — especialmente das raças Scottish Terrier — apresentam o maior risco, seguidas por Cão Esquimó, Pastor de Shetland, West Highland White Terrier, Keeshond, Samoieda e Beagle, quando comparadas a cães sem raça definida.

Diferenças entre cães e gatos

No caso dos gatos, os machos e os animais de pelo curto são os mais afetados. Diferentemente do padrão observado em cães, estudos clínicos em felinos mostram uma maior proporção de machos com doenças do trato urinário inferior e neoplasias vesicais.

Segundo os pesquisadores, essa maior vulnerabilidade pode estar relacionada à obstrução uretral e à retenção urinária, condições que favorecem a estagnação prolongada da urina e a inflamação crônica da bexiga — fatores potencialmente envolvidos no desenvolvimento do câncer.

Idade, ambiente e prevenção

A idade é outro fator determinante: a maioria dos diagnósticos ocorre entre 9 e 11 anos, tanto em cães quanto em gatos. 

A revisão também aponta que o contato com inseticidas, herbicidas e produtos antiparasitários é reconhecido como fator de risco em cães, embora essa associação ainda não tenha sido comprovada de forma consistente em felinos.

Além disso, esterilização e obesidade parecem aumentar o risco em cães, enquanto alguns hábitos alimentares podem ter efeito protetor. 

O consumo regular de vegetais, por exemplo, está associado a uma menor incidência da doença.

Segundo os autores, compreender esses fatores é essencial para melhorar a detecção precoce, orientar estratégias de prevenção e fortalecer a oncologia comparativa em animais de companhia, com possíveis reflexos positivos também para a saúde humana.

Fonte: Veterinaria Atual, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre câncer de bexiga em pets

O câncer de bexiga é comum em pets?

Não. Ele representa uma pequena parcela das neoplasias, mas tem alto impacto clínico e elevada mortalidade.

Quais sinais devem alertar os tutores?

Sangue na urina, dificuldade ou dor ao urinar e alterações no padrão urinário são os principais sinais de alerta.

É possível prevenir a doença?

Não totalmente, mas manter o peso adequado, reduzir exposições ambientais e realizar check-ups regulares ajuda na prevenção e no diagnóstico precoce.