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São Paulo autoriza sepultamento de cães e gatos em jazigos da própria família

Lei sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas reconhece o vínculo afetivo entre responsáveis e animais de estimação e estabelece regras sanitárias para o sepultamento em cemitérios públicos e privados

São Paulo autoriza sepultamento de cães e gatos em jazigos da própria família
Por Equipe Cães&Gatos
10 de fevereiro de 2026

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou nesta terça-feira (10) a lei que autoriza o sepultamento de cães e gatos em jazigos pertencentes aos próprios responsáveis ou a seus familiares no estado. 

A medida reconhece formalmente o vínculo afetivo entre humanos e animais de estimação e cria uma alternativa legal para a despedida dos pets.

O texto havia sido aprovado em dezembro pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e passa a permitir que os sepultamentos ocorram desde que sejam respeitadas as normas sanitárias e ambientais definidas por cada município.

Projeto Bob Coveiro inspirou a nova legislação

Conhecida como Projeto Bob Coveiro, a proposta foi inspirada na história de um cão comunitário que viveu por cerca de dez anos em um cemitério de Taboão da Serra. 

Após sua morte, o animal foi autorizado a ser enterrado junto de sua responsável, o que deu origem ao debate que resultou na criação da lei.

O projeto é de autoria do deputado estadual Eduardo Nóbrega (Podemos) e busca oferecer uma solução legal e digna para situações semelhantes, cada vez mais frequentes no estado.

Regras sanitárias e regulamentação municipal

De acordo com o texto sancionado, a aplicação da lei deve respeitar as normas sanitárias e ambientais vigentes em cada município paulista. 

As regras específicas para o sepultamento de cães e gatos deverão ser regulamentadas pelos serviços funerários municipais.

A legislação também estabelece que cemitérios particulares poderão, respeitadas as regulamentações legais, criar normas próprias para o sepultamento de pets em campas e jazigos.

Em todos os casos, as despesas relacionadas ao sepultamento deverão ser inteiramente custeadas pelo dono do jazigo, sem qualquer ônus ao poder público.

Alternativa ao alto custo da cremação animal

Segundo o autor do projeto, a nova lei cria uma alternativa mais acessível para a despedida de cães e gatos, especialmente diante do alto custo da cremação animal. 

De acordo com Nóbrega, muitas famílias que não conseguem arcar com esse serviço acabam realizando o sepultamento dos animais em locais inadequados.

“Hoje existe um verdadeiro monopólio na cremação de animais, com valores muitas vezes inacessíveis. Isso acaba levando famílias, em um momento de dor, a situações de destinação inadequada, o que gera impactos ambientais, riscos à saúde pública e até a possibilidade de enquadramento por crime ambiental”, afirmou o deputado.

Com a sanção da lei, os responsáveis passam a ter a opção de sepultar seus pets no jazigo da própria família, garantindo maior segurança ambiental e respeito no momento da despedida.

Reconhecimento do vínculo entre famílias e pets

Para Eduardo Nóbrega, a proposta não cria uma obrigação, mas amplia as possibilidades para as famílias que desejam se despedir de seus animais de forma legal e responsável.

“O projeto não é uma obrigação, é uma escolha. É sobre reconhecer que os pets fazem parte da família e oferecer uma solução humana, responsável e legal para um problema real vivido por milhares de pessoas”, declarou o parlamentar.

A expectativa é que os municípios publiquem, nos próximos meses, as regulamentações específicas para a aplicação da nova lei em seus serviços funerários.

Fonte: G1, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre sepultamento de cães e gatos em jazigos familiares

A lei obriga o sepultamento de pets em jazigos da família?

Não. A legislação apenas autoriza essa possibilidade, deixando a decisão a critério do responsável.

Quem define as regras para o sepultamento?

As normas sanitárias e operacionais serão regulamentadas pelos serviços funerários de cada município.

Quem arca com os custos do sepultamento?

Todas as despesas devem ser integralmente custeadas pelo dono do jazigo.