A castração é um tema recorrente entre os tutores de pets e muito se discute sobre suas vantagens e desvantagens. Porém, o procedimento pode levar a alterações no comportamento dos felinos?

A médica-veterinária do Hospital Veterinário Taquaral, pós-graduada em cirurgia de pequenos animais, Eliane D. Benati, comenta que a castração é amplamente recomendada para os gatos. “Através dela podemos garantir um controle populacional, prevenir gestações indesejadas em fêmeas e eliminar comportamentos relacionados aos hormônios sexuais, como marcação urinária e agressividade nos machos”.
Falando especificamente das fêmeas, segundo a doutora, a castração não somente previne a prenhez, como elimina o ciclo estral e os comportamentos associados. Também protege o animal de cistos ovarianos, câncer de ovário e doenças uterinas, como a piometra, além de minimizar os riscos do desenvolvimento de carcinomas mamários.
“No âmbito comportamental, as gatas castradas tendem a ser menos agressivas com outros felinos, podem apresentar uma redução na marcação urinária e, no geral, possuem expectativa de vida mais longa”, cita a profissional.
Já nos machos, Benati esclarece que o procedimento elimina comportamentos indesejados influenciados pela testosterona, como a marcação urinária, diminui a agressividade e minimiza as vocalizações relacionadas ao cio das fêmeas.
Contudo, existem algumas desvantagens que devem ser consideradas ao tomar a decisão pela cirurgia. “Após a castração, tanto machos, quanto fêmeas, podem ficar obesos, devido ao aumento do apetite e a diminuição da taxa metabólica”, afirma a médica-veterinária.
Além disso, ela ainda complementa que estudos recentes sugerem que o procedimento pode aumentar o risco do desenvolvimento de certos tipos de tumores do trato urinário inferior, predispor a diabetes mellitus tipo 2, especialmente em animais obesos, e aumenta a probabilidade de obstrução uretral.

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