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Alopecia areata em cães: entenda a evolução e os desafios do tratamento

Pesquisa realizada nos EUA analisa cães com a doença autoimune e aponta a tendência a quadros crônicos e recorrentes, exigindo acompanhamento prolongado

Alopecia areata em cães: entenda a evolução e os desafios do tratamento
Por Equipe Cães&Gatos
11 de agosto de 2026

Um estudo pioneiro realizado nos Estados Unidos trouxe novas luzes sobre a evolução clínica, os achados histopatológicos e as respostas terapêuticas em cães diagnosticados com alopecia areata.

Trata-se de uma patologia autoimune caracterizada pela perda de pelos sem a formação de cicatrizes. Embora conhecida na Dermatologia Veterinária, a doença ainda conta com literatura científica limitada quanto ao seu prognóstico e manejo a longo prazo.

A pesquisa acompanhou 14 cães que apresentavam quadros de leucotriquia (perda de pigmentação do pelo) ou alopecia, sem a presença de eritema, crostas ou escoriações, e com confirmação histopatológica de bulbite.

Sintomas, diagnóstico e alteração tecidual

Entre os animais avaliados, a distribuição das lesões concentrou-se principalmente na face, na parte posterior do crânio e nos membros. Além disso, 11 cães apresentavam histórico de prurido (coceira) concomitante, e cinco já tinham diagnóstico prévio de dermatite atópica.

As biópsias de pele revelaram que a inflamação ao redor da raiz do pelo afetou 71% dos folículos analisados. A análise celular confirmou a presença de linfócitos na raiz do pelo em 100% dos casos, acompanhados por outras células inflamatórias como plasmócitos, eosinófilos, macrófagos e neutrófilos.

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A alopecia areata em cães causa a queda de pelos sem cicatrizes e pode exigir tratamento contínuo (Foto: Reprodução)

Respostas ao tratamento e taxa de recidiva

O acompanhamento clínico dos pacientes variou de dois meses a sete anos. Entre as abordagens terapêuticas aplicadas, a ciclosporina oral foi o medicamento mais utilizado (em oito cães), resultando em crescimento parcial do pelo em seis deles e crescimento completo em dois.

Contudo, a redução da dose ou a suspensão do fármaco levou à recidiva da alopecia em quatro animais.

Outras respostas observadas no estudo incluem:

  • Oclacitinib oral: Apresentou eficácia em dois cães, garantindo crescimento parcial e completo do pelo entre três e cinco meses de uso.

  • Remissão espontânea: Ocorreu em 14% dos casos (dois cães).

Os cientistas concluíram que a alopecia areata canina possui um caráter predominantemente crônico e recorrente, tornando o diagnóstico preciso e a terapia contínua fundamentais para o controle da condição.

Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos.