O mês de julho traz um alerta para a saúde pública e o bem-estar animal: o Julho Dourado. A campanha nacional, que está estreando no calendário nacional em 2026, é dedicada à conscientização sobre a saúde animal e à prevenção de zoonoses, doenças infecciosas transmissíveis entre animais e seres humanos. Mais do que focar em cuidados individuais, a iniciativa destaca a importância da abordagem da saúde interconectada, que considera a vida animal, humana e o ambiente de forma integrada e indissociável.
Com mais de 200 milhões de tipo de zoonoses no mundo e dois milhões de mortes registradas anualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde, a relevância do tema é global.
“Humanos e animais nunca estiveram tão conectados em todo o mundo. Isso exige integrar saúde, bem-estar e sustentabilidade em uma estratégia única, guiada por dados e responsabilidade. Assim, conseguiremos reduzir os riscos das doenças zoonóticas”, explica José Peron, head de Saúde Animal da Boehringer Ingelheim.
Diante desse cenário, a Boehringer Ingelheim, enxerga o combate às zoonoses como um pilar crucial de sua atuação global, e apoia a criação e a consolidação desta data no Brasil. Para ajudar a sociedade a compreender como prevenir essas ameaças, o líder da farmacêutica em Saúde Animal destaca as principais medidas de prevenção e cuidados essenciais em diferentes frentes.
Vacinação: principal estratégia de prevenção na cidade e no campo
A vacinação periódica dos animais é a forma mais eficaz de bloquear a transmissão de doenças para a população. Enquanto a vacina antirrábica protege cães, gatos e a comunidade urbana, por exemplo, os imunizantes específicos para rebanhos e criações evitam a propagação de doenças graves, como a brucelose e a febre aftosa. Manter o calendário vacinal em dia é um compromisso direto com a segurança de todos.

Manejo sanitário e controle de vetores
Zoonoses também são frequentemente transmitidas por vetores, como carrapatos, pulgas, mosquitos e roedores. O controle eficaz desses agentes exige atenção constante tanto no ambiente doméstico quanto nas instalações agropecuárias. O uso regular de soluções antiparasitárias nos animais, aliado à correta limpeza de canis, estábulos e manejo adequado de resíduos, reduz a proliferação de vetores que transportam vírus e bactérias prejudiciais.
Biosseguridade e higiene no contato diário
Práticas simples, como lavar bem as mãos após o manejo de animais ou de seus dejetos, e a utilização de equipamentos de proteção adequados por profissionais do campo, são barreiras indispensáveis contra infecções. Além disso, o consumo exclusivo de produtos de origem animal (como leite, carnes e ovos) inspecionados pelos órgãos de vigilância sanitária é fundamental para evitar a transmissão de patógenos por alimentos.
Assistência profissional e monitoramento constante
O acompanhamento técnico e profissional contínuo é indispensável para identificar riscos antes que eles se transformem em surtos. O monitoramento preventivo contínuo de rebanhos e a rotina de consultas regulares para pets permitem o diagnóstico precoce e o controle rápido de enfermidades silenciosas. A prevenção estruturada e o manejo adequado continuam sendo os caminhos mais seguros e sustentáveis para garantir o equilíbrio entre a saúde humana, animal e ambiental.
Fonte: Boehringer Ingelheim, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

