Diferente dos seres humanos, que suam para controlar a sua temperatura corporal no calor, os pets utilizam outros mecanismos para garantir que o organismo funcione corretamente mesmo em situações de temperatura alta ou baixa.
“Os cães e gatos são considerados animais endotérmicos, ou seja, possuem mecanismos para a termorregulação. Com isso, eles conseguem manter a temperatura corporal estável diante de variações climáticas significativas ou quando são submetidos a alterações ambientais”. Isso é o que afirma o médico-veterinário do Grupo Pet Care, formado com residência em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais pela Universidade de São Paulo, Marcelo Quinzani.

Segundo o profissional, os animais possuem diferentes formas de termorregulação. Exemplos disso são a produção de calor corpóreo por ativação metabólica através de contração muscular, isolamento térmico realizado pelo pelame e pela própria gordura subcutânea, vasoconstrição periférica para retenção de calor, aumento da frequência respiratória para diminuir a temperatura corpórea e troca de calor através dos coxins.
“Apesar de todos esses recursos, podemos dizer os cães e gatos são mais susceptíveis a temperaturas altas do que temperaturas baixas, pois os mecanismos de retenção de calor são mais eficientes do que os de eliminação de calor”, esclarece Quinzani.
No entanto, com os filhotes deve-se tomar um cuidado maior com as temperaturas baixas. “Os neonatos de cães e gatos apesentam um menor depósito de gordura, dificuldade para tremer (ação que poderia gerar calor) e imaturidade do hipotálamo para controlar a temperatura corporal. Devido a isso, se tornam altamente susceptíveis a perda de calor e hipotermia”, explica o doutor.

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