O Dia do Médico-Veterinário, celebrado nesta quarta-feira, 9 de setembro, chega em 2026 marcando um momento de amadurecimento para a profissão no Brasil. Segundo dados do Sistema CFMV/CRMVs, o país tem hoje cerca de 223,7 mil médicos-veterinários atuantes, uma das maiores populações de veterinários do mundo. Diante de um mercado tão concorrido, a especialização e a busca por novas frentes de atuação deixaram de ser diferencial para se tornar caminho natural de carreira.
Uma dessas frentes é a indústria de nutrição pet. O setor pet brasileiro fechou 2025 com faturamento de R$ 77,96 bilhões, segundo a Abempet (Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação). O pet food segue disparado como o maior segmento, respondendo por R$ 41,42 bilhões, ou 53,1% de todo o faturamento do setor.
É um setor que, para se manter competitivo, demanda conhecimento técnico aprofundado em formulação, segurança alimentar, regulatório, pesquisa e comunicação científica, áreas em que a formação médico-veterinária vem se tornando peça fundamental.
O Radar Vet 2025, levantamento da Comac/Sindan em parceria com a consultoria H2R, confirma esse movimento de diversificação da categoria: 66% dos entrevistados já concluíram ou cursam alguma pós-graduação, com a nutrição entre as especializações em ascensão.
Para Mayara Andrade, médica-veterinária responsável pela Comunicação Científica da MBRF Pet, essa diversificação é reflexo direto da própria transformação da nutrição animal.
“A nutrição deixou de ser apenas fornecimento de energia para o animal e passou a ocupar um espaço estratégico dentro da rotina clínica. Quando a nutrição ganha esse peso, a indústria também precisa de profissionais com o olhar clínico do médico-veterinário dentro de suas equipes”, afirma.
O médico-veterinário dentro da indústria pet
A MBRF Pet, segmento pet da MBRF – uma das maiores empresas de alimentos do mundo – e responsável por marcas como Biofresh, Guabi Natural e GranPlus, está entre as companhias que ilustram esse movimento.
Com a proposta de ajudar a proporcionar uma vida melhor para pets, vets e responsáveis, a companhia estrutura sua operação em torno de um princípio básico: cuidar dos pets “do campo ao potinho”, integrando toda a gestão de produção aos processos corporativos da MBRF.

Essa gestão integrada é sustentada por um corpo técnico multidisciplinar formado por médicos-veterinários especializados em nutrologia, engenheiros de alimentos e zootecnistas especializados em nutrição, presentes em praticamente todas as etapas da cadeia produtiva.
“É uma cadeia bastante ampla. Temos colegas atuando em todas as regiões do país como representantes, levando informações técnicas e conhecimento ao veterinário clínico; além dos que ficam dentro da indústria, no acompanhamento da fabricação sob boas práticas e segurança alimentar, no desenvolvimento, na formulação de produtos e até nas áreas de marketing, inovação, qualidade e atendimento ao cliente, além das áreas de pesquisa”, descreve Mayara Andrade.
No caso das linhas Super Premium Naturais, como Biofresh e Guabi Natural, o rigor se estende à logística de ingredientes naturais: frutas e legumes chegam higienizados às unidades fabris e são armazenados em câmara fria, separados por variedade, até o momento da produção.
Esse cuidado garante a naturalidade exigida por essa categoria, que segundo dados da Nielsen registrou crescimento de 33% em demanda no país em 2025.
Para acelerar ainda mais essa migração de consumo para o Super Premium, a companhia lançou, este ano, a linha GranPlus Performance, apresentada durante o 45º Congresso Brasileiro da Anclivepa, evento em que a MBRF Pet mantém presença desde 2019 e que reúne, a cada edição, milhares de médicos-veterinários, pesquisadores e estudantes.
Educação continuada e ciência como pilares institucionais

Além da atuação produtiva, a MBRF Pet estrutura parte de sua atuação institucional em torno da capacitação da classe veterinária.
A relação com a academia, por exemplo, é um importante pilar institucional da companhia. A empresa mantém uma parceria de mais de 20 anos entre a marca Guabi Natural e o LabNutri Cães e Gatos da UNESP de Jaboticabal para o desenvolvimento da nutrição e melhoria de processos para a indústria pet food. Apoiando, também, a formação de mestres, doutores e pós-doutores em nutrição e áreas correlacionadas, o que reforça o compromisso da empresa com o fomento à pesquisa em nutrição de cães e gatos no Brasil.
“Temos colegas em pesquisa aplicada em parceria com universidades como a UNESP, no suporte técnico e na educação continuada de veterinários através de patrocínios de palestras em importantes congressos no país, e ainda em comunicação científica e marketing, traduzindo linguagem técnica tanto para responsáveis quanto para a própria classe veterinária. É um leque de possibilidades bem distante da imagem de que o veterinário só está no consultório”, diz Mayara Andrade.
Segundo Mayara Andrade, essa proximidade com os profissionais está diretamente ligada à mudança no perfil dos responsáveis. “O responsável chega à consulta pesquisando ingredientes, comparando rótulos e questionando benefícios. Hoje, a nutrição está dentro da rotina clínica como parte da estratégia multidisciplinar, tanto para manutenção como suporte a tratamentos, controle de peso a sensibilidades alimentares, etc”, afirma.
“O médico-veterinário que domina esse tema fortalece sua prática e a confiança que constrói com a família do pet, e é exatamente esse profissional que buscamos apoiar por meio das nossas iniciativas de capacitação”, completa a médica-veterinária.

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