Opções
Pets e Curiosidades VET

Quando cuidar dos animais transforma comunidades: o papel do médico-veterinário na Saúde Única

No Dia do Médico-Veterinário, a profissão ganha destaque por sua contribuição para a saúde animal, humana e ambiental e para a prevenção de zoonoses

Conteúdo oferecido por Boehringer Ingelheim
Quando cuidar dos animais transforma comunidades: o papel do médico-veterinário na Saúde Única
Por Stéfani Campos Chagas
9 de setembro de 2026

Cuidar da saúde dos animais também significa olhar para a saúde das pessoas e do ambiente em que todos vivem. É a partir dessa conexão que o trabalho do médico-veterinário ultrapassa os limites de clínicas e consultórios e assume um papel importante na prevenção de doenças e na promoção da saúde coletiva.

No Dia do Médico-Veterinário, celebrado em 9 de setembro, a data chama atenção para a amplitude dessa profissão. Da vacinação e do controle de parasitas, roedores e vetores ao monitoramento de zoonoses, à educação em saúde e à vigilância epidemiológica, a atuação desses profissionais alcança diferentes espaços da sociedade.

Para André Cutolo, médico-veterinário e Gerente Técnico de Pets da Boehringer Ingelheim Brasil, essa contribuição também está relacionada à crescente proximidade entre pessoas e animais de companhia e à necessidade de uma visão mais ampla sobre os desafios sanitários.

“O médico-veterinário desempenha um papel fundamental na promoção da saúde pública, atuando não apenas na prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças dos animais, mas também na redução de riscos que podem impactar a saúde humana”, afirma.

Saúde Única conecta animais, pessoas e meio ambiente

A relação entre a saúde dos animais, das pessoas e do meio ambiente está no centro do conceito de Saúde Única, ou One Health. A abordagem reconhece que esses três pilares são interdependentes e que muitos desafios sanitários exigem uma atuação integrada.

Nesse cenário, o médico-veterinário ocupa uma posição estratégica. Na prática clínica, por exemplo, o cuidado não se limita à condição apresentada pelo animal. O ambiente em que vive, seu estilo de vida e a possibilidade de exposição a agentes infecciosos e parasitários também precisam ser considerados.

“Essa visão ampliada permite a implementação de medidas preventivas mais eficazes e individualizadas”, explica Cutolo.

Essa atuação também está presente na vigilância de zoonoses— doenças infecciosas transmitidas entre animais e seres humanos —, na segurança dos alimentos, na conservação ambiental e no monitoramento de doenças emergentes. Dessa forma, a Medicina Veterinária contribui para transformar os princípios da Saúde Única em ações que podem gerar impactos para além do atendimento individual.

médico-veterinário
Atuação do médico-veterinário na prevenção de zoonoses conecta a saúde dos animais das pessoas e do meio ambiente (Foto: Reprodução)

Prevenir zoonoses também exige informação

A convivência cada vez mais próxima entre pessoas e animais reforça a importância da prevenção de zoonoses. O médico-veterinário participa diretamente da identificação, do controle e da prevenção dessas enfermidades, contribuindo para reduzir riscos que podem afetar animais e pessoas.

Entre as ações que fazem parte dessa atuação estão a recomendação e o acompanhamento de programas de vacinação, o controle de parasitas, a realização de exames diagnósticos, a investigação de fatores de risco e a orientação dos responsáveis sobre os cuidados necessários.

A educação em saúde, nesse contexto, também se torna uma ferramenta fundamental. Ao orientar sobre higiene, medicina preventiva, controle de vetores e cuidados com o ambiente, o profissional contribui para ampliar o conhecimento da população e fortalecer práticas baseadas em evidências científicas.

Um dos desafios é que a ausência de sinais clínicos pode levar à falsa percepção de que não existem riscos. Algumas enfermidades e infestações parasitárias podem permanecer sem manifestações evidentes, dificultando sua identificação pelos responsáveis.

“Por isso, a educação em saúde é fundamental. O médico-veterinário tem a responsabilidade de orientar os responsáveis sobre os benefícios da prevenção”, destaca Cutolo.

Controle de parasitas vai além do bem-estar individual

André Culoto - Boehringer Ingelheim
André Cutolo, médico-veterinário e Gerente Técnico de Pets da Boehringer Ingelheim Brasil (Foto: Divulgação)

Pulgas, carrapatos, ácaros e vermes podem provocar diferentes alterações na saúde de cães e gatos, incluindo problemas dermatológicos, anemias e distúrbios gastrointestinais. Por isso, o controle parasitário é um importante componente da Medicina Veterinária Preventiva.

A questão, no entanto, ultrapassa o bem-estar individual dos animais. Alguns parasitas podem atuar como vetores de agentes infecciosos ou participar do ciclo epidemiológico de doenças de importância para a saúde animal e pública.

Os carrapatos, por exemplo, podem transmitir diferentes patógenos, enquanto alguns vermes apresentam potencial zoonótico. Por essa razão, o controle adequado desses organismos também integra estratégias mais amplas de proteção.

“Por isso, o controle parasitário não deve ser encarado apenas como uma medida de conforto individual para o pet. Trata-se de uma estratégia que contribui para a redução de riscos sanitários, para a proteção das famílias e para a promoção da saúde coletiva”, pontua o executivo.

A definição das estratégias de cuidado deve considerar as particularidades de cada animal, como idade, histórico clínico, estilo de vida, ambiente e risco de exposição. Nesse processo, a avaliação do médico-veterinário é fundamental para estabelecer protocolos adequados.

Dentro desse contexto, a linha NexGard reúne soluções voltadas ao controle de diferentes parasitas. Segundo Cutolo, o NexGard SPECTRA® proporciona proteção mensal para cães contra pulgas, carrapatos, os principais ácaros causadores de sarna e vermes gastrointestinais, além de auxiliar na prevenção da dirofilariose. Já o NexGard COMBO® oferece proteção para gatos contra pulgas, sarna otodécica e vermes intestinais contemplados em bula.

A escolha das estratégias preventivas e a continuidade dos cuidados, porém, devem considerar as recomendações do médico-veterinário e as necessidades de cada paciente.

Uma profissão que transforma comunidades

A atuação do médico-veterinário não termina na porta de uma clínica. Esses profissionais estão presentes em áreas como saúde pública, vigilância sanitária, ambiental e epidemiológica, pesquisa científica, desenvolvimento de vacinas e medicamentos, segurança dos alimentos, produção animal e conservação ambiental.

Também participam do monitoramento de doenças endêmicas e emergentes e do desenvolvimento de conhecimentos e estratégias para enfrentar desafios sanitários. Essa presença em diferentes frentes evidencia a dimensão social da profissão.

Para Cutolo, uma das transformações mais importantes para os próximos anos será o fortalecimento de uma cultura de prevenção baseada nos princípios da Saúde Única.

“A sociedade tem compreendido cada vez mais que a saúde dos animais, das pessoas e do meio ambiente está conectada, o que amplia o papel do médico-veterinário como agente de promoção da saúde e não apenas como profissional responsável pelo tratamento de doenças”, observa.

O avanço das tecnologias diagnósticas, das ferramentas de vigilância e das estratégias preventivas pode ampliar a capacidade de identificar riscos e agir de forma antecipada. Ao mesmo tempo, a educação da população e o combate à desinformação reforçam a importância do conhecimento científico na construção de respostas para os desafios sanitários.

No Dia do Médico-Veterinário, a celebração vai além do reconhecimento a uma profissão. É também uma oportunidade para destacar como o conhecimento e a atuação desses profissionais podem produzir efeitos que começam no cuidado com um animal, alcançam famílias e contribuem para comunidades mais saudáveis e preparadas para o futuro.