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Especialista comenta regulamentação da Anvisa para uso de cannabis na Veterinária

Médica-veterinária endocabinologista destaca os benefícios que o CBD e o THC proporcionam aos pets e comemora avanço na profissão

Especialista comenta regulamentação da Anvisa para uso de cannabis na Veterinária
Por Cláudia Guimarães
1 de novembro de 2024
Última atualização: 01/11/2024 - 12:00

Em um marco histórico, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, esta semana, mais precisamente, no dia 30 de outubro, a regulamentação do uso da cannabis na Medicina Veterinária, com a inclusão de novos itens na normativa 344. Essa novidade se apresenta como um avanço importante na área e quem mais ganha são os pacientes.

Segundo nota divulgada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a medida possibilita que médicos-veterinários utilizem substâncias canabinoides em tratamentos de diversas doenças, promovendo uma nova era de segurança e avanços na saúde animal no Brasil. A resolução ainda não tem um número oficial, mas foi deliberada em plenária pública e deve ser formalizada nos próximos dias, com a ata da decisão prevista para publicação em até 48 horas.

Não há uma dosagem estabelecida para a substância, pois cada animal tem o sistema endocanabinoide único e responde, também, de forma única (Foto: reprodução)

A médica-veterinária pesquisadora e endocabinologista, diretora Científica da Vetcann Brasil, Vanessa Seabra, comenta que, como o sistema endocanabinoide está presente em todas as células para trazer homeostase, há diversos caminhos que os fitocanabinoides podem percorrer. “Hoje, temos evidências científicas sólidas em dores crônicas, epilepsia, doenças articulares, síndrome de disfunção cognitiva, entre diversas outras. Por regular esse sistema, os componentes da planta acabam diminuindo a cascata inflamatória, conseguindo modular a percepção de dor, sono e fome, por exemplo. Se bem dosada e estudada, a cannabis pode ser uma ótima opção terapêutica e com efeitos colaterais mínimos”, pontua.

Apesar da liberação do uso da substância para pets, Vanessa informa que ainda não há produtos regulamentados específicos para a Medicina Veterinária. “Estamos fazendo pesquisas em solo brasiliero para conseguir esses registros junto ao MAPA. Porém, como já acontece com medicamentos humanos, podemos prescrever as medicações encontradas nas farmácias para uso humano e, também, das mais de 40 associações de pacientes, que já prescrevemos há anos, e que produzem medicamentos com extrema qualidade e segurança”, menciona.