Sendo uma zoonose, ou seja, uma doença que afeta tanto animais quanto humanos, a Raiva é considerada uma enfermidade grave, pois, uma vez instalada, não tem cura.
A forma mais eficaz de proteger os animais e a saúde pública no geral é a vacinação anual de cães e gatos. Durante o mês de agosto, ocorre a campanha de vacinação antirrábica, onde é possível conseguir doses gratuitas da imunização.
Conversamos com o médico-veterinário que é analista de Saúde, da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS), Thiago Kenji Matsuo, sobre o tema. Ele destaca que a Raiva é uma zoonose grave, que representa riscos significativos para a saúde pública, principalmente por seu potencial de letalidade e pela forma como se transmite entre animais e seres humanos.
Assim, o profissional conta que a estratégia da Prefeitura de São Paulo é garantir uma boa cobertura vacinal no município. “Lembrando que, de acordo com a Lei Municipal nº 13.131, de 18 de maio de 2015, a vacinação contra a Raiva em cães e gatos é obrigatória e deve ser realizada anualmente”, cita.
O especialista afirma que mesmo os animais que vivem exclusivamente dentro de casa devem ser vacinados contra a raiva e aponta os principais sintomas da doença:
“Os pets podem apresentar apatia, salivação excessiva, incoordenação motora, dificuldade para engolir, paralisia muscular progressiva, evoluindo para a morte”.
Segundo Matsuo, a Raiva é transmitida por meio de mordidas, arranhões ou lambeduras em feridas ou mucosas, feitas por animais infectados, já que o vírus está presente na saliva do animal contaminado.

Ação vacinal
O médico-veterinário pontua que a vacina antirrábica estimula o sistema imunológico do animal a produzir anticorpos específicos contra o vírus da Raiva. “Esses anticorpos funcionam como uma defesa, impedindo que o vírus se instale e se multiplique no organismo caso o animal tenha contato com ele”, explica.
Thiago compartilha que, eventualmente, ocorrem casos de Raiva em cães e gatos pela variante de morcego no município de São Paulo. “Mas esses casos diferem da Raiva de variante canina por serem pontuais e esporádicos, sem o mesmo potencial de disseminação”, declara.
O analista de Saúde da SMS ainda enfatiza que, embora a situação da Raiva canina esteja controlada no Estado de São Paulo, ainda podem ocorrer contatos acidentais de animais com morcegos, que são os principais transmissores da doença no meio urbano.
“Por isso, reforçamos que a vacinação anual é a forma mais eficaz de prevenção”, reitera.
Informações úteis
A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo elenca algumas informações importantes e que são dúvidas frequentes de tutores de cães e gatos em relação à vacina antirrábica. Segundo a SMS, cães e gatos saudáveis a partir de três meses de vida devem ser vacinados contra raiva.
Esses animais devem estar saudáveis para a vacinação. Animais com diarreias, em tratamento ou convalescendo de cirurgias devem aguardar a recuperação para receber a imunização contra a zoonose. Também é importante oferecer água e alimentação, normalmente, após a vacinação.
Cães devem ser conduzidos por tutores com idade e porte adequados para o manejo do animal e os animais bravos devem utilizar focinheira apropriada. Já os gatos devem ser transportados em caixas apropriadas e em segurança.
“Gostaríamos de destacar a importância dos postos fixos de vacinação contra raiva. Os endereços podem ser consultados neste link”, finaliza Thiago Kenji Matsuo.
FAQ sobre a Raiva
Por que a Raiva é considerada uma doença grave?
Porque é uma zoonose letal, que afeta humanos e animais, e não tem cura uma vez instalada. A transmissão se dá por mordidas, arranhões ou lambedura de animais infectados. A prevenção é feita com vacinação anual.
A vacinação contra a Raiva é obrigatória?
Sim. Em São Paulo, por exemplo, a Lei Municipal nº 13.131 torna obrigatória a vacinação anual de cães e gatos contra a Raiva. É uma medida de saúde pública para controle da doença.
Mesmo os pets que não saem de casa devem ser vacinados?
Devem, sim. O risco existe, pois morcegos contaminados podem entrar no ambiente doméstico. Além disso, a imunização é essencial para manter o controle da doença na população.
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