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O pet continua comendo: então por que está emagrecendo?

Entenda a diferença entre perda de peso, sarcopenia e caquexia e saiba quando o emagrecimento exige investigação veterinária

O pet continua comendo: então por que está emagrecendo?
Por Marcelo Müller
7 de novembro de 2026

“Doutor, ele está comendo normalmente. Às vezes, até mais do que antes. Mas está ficando cada vez mais magro.”

Essa é uma situação que merece atenção na Medicina Veterinária, especialmente quando falamos de cães e gatos idosos.

O responsável observa que a coluna vertebral está mais evidente, que os músculos das patas parecem menores ou que a região das costas perdeu aquele volume característico de alguns anos atrás.

Mas existe um detalhe que frequentemente gera confusão: o animal continua se alimentando.

Em determinadas situações, mantém o mesmo peso durante meses. Como isso é possível?

A resposta está em uma diferença que nem sempre é compreendida: peso corporal não é a mesma coisa que composição corporal.

Um animal pode perder musculatura, acumular gordura e continuar apresentando praticamente o mesmo número na balança. Também pode emagrecer progressivamente apesar de consumir uma quantidade aparentemente adequada de alimento.

Essas alterações podem estar relacionadas ao envelhecimento, mas também podem representar sinais de doenças que precisam ser investigadas. E é justamente aí que começa uma das discussões mais importantes da geriatria veterinária.

O que realmente acontece com o corpo quando um animal envelhece?

O envelhecimento provoca mudanças fisiológicas em diferentes sistemas do organismo. Entre elas, podem ocorrer alterações no metabolismo, na atividade física, na composição corporal e na capacidade de manutenção dos tecidos musculares.

A musculatura esquelética desempenha funções que vão muito além de permitir movimentos. Ela participa da manutenção da postura, da estabilidade articular, da locomoção e de importantes processos metabólicos.

Quando um cão perde musculatura, pode começar a apresentar dificuldade para subir pequenos degraus, levantar-se depois de descansar ou manter a estabilidade durante uma caminhada. Nos gatos, as mudanças podem ser mais discretas.

Um animal que costumava saltar sobre uma bancada passa a utilizar cadeiras como apoio. Outro deixa de alcançar seus locais favoritos. Alguns passam mais tempo descansando e reduzem espontaneamente a atividade física.

Essas alterações podem estar relacionadas a diferentes condições, incluindo dor, doenças neurológicas e problemas osteoarticulares. Mas também podem refletir perda de massa muscular.

Por isso, não devemos avaliar o envelhecimento apenas pela aparência geral. É necessário compreender o que está acontecendo com a composição corporal.

Sarcopenia: quando a musculatura diminui com o envelhecimento

A sarcopenia é caracterizada pela perda de massa muscular esquelética associada ao envelhecimento, frequentemente acompanhada de redução da força e do desempenho físico.

O conceito é amplamente estudado na Medicina humana e também possui relevância na geriatria veterinária, embora os critérios diagnósticos específicos para cães e gatos ainda sejam menos padronizados.

Em animais idosos, diferentes fatores podem contribuir para a perda muscular. Entre eles estão mudanças metabólicas, menor atividade física, alterações na síntese de proteínas musculares e presença de doenças concomitantes.

É importante destacar que nem toda perda muscular em um animal idoso deve ser atribuída automaticamente à sarcopenia.

Uma doença crônica, uma alimentação inadequada ou um período prolongado de imobilidade também podem provocar redução da musculatura. Esses mecanismos podem coexistir.

Um cão com osteoartrite, por exemplo, pode reduzir sua atividade por causa da dor. Com menor utilização dos músculos, pode desenvolver perda muscular adicional. Essa perda, por sua vez, pode comprometer ainda mais a estabilidade e a capacidade de locomoção. Forma-se um ciclo em que dor, inatividade e redução muscular passam a se influenciar.

A perda de musculatura não deve ser considerada inevitável ou irrelevante apenas porque o animal envelheceu.

Sarcopenia e caquexia não são a mesma coisa

Existe outra condição que merece atenção: a caquexia. Embora ambas possam envolver perda muscular, sarcopenia e caquexia não são sinônimos.

A sarcopenia está relacionada à perda muscular associada ao envelhecimento e a fatores que interferem na manutenção da musculatura.

A caquexia é uma síndrome metabólica complexa associada a determinadas doenças, caracterizada por perda de massa muscular, com ou sem redução de gordura corporal, e frequentemente acompanhada de alterações inflamatórias e metabólicas. Ela pode ocorrer em pacientes com neoplasias, insuficiência cardíaca, doenças renais e outras enfermidades crônicas.

Na caquexia, o organismo pode apresentar alterações que dificultam a manutenção dos tecidos musculares mesmo quando existe oferta alimentar. Isso ajuda a explicar por que alguns animais continuam perdendo peso e musculatura apesar de receberem alimentação aparentemente suficiente.

É uma situação diferente de simplesmente oferecer menos calorias do que o necessário. E essa distinção modifica a abordagem clínica.

Em determinados pacientes, aumentar indiscriminadamente a quantidade de alimento não será suficiente para reverter a perda muscular. É necessário investigar e tratar, quando possível, a doença responsável pelo processo.

O animal pode estar acima do peso e ainda perder musculatura?

Sim. Esse é um dos aspectos menos percebidos pelas famílias. Um cão pode apresentar excesso de gordura corporal e, simultaneamente, redução importante de massa muscular.

Essa condição é frequentemente discutida sob o conceito de obesidade sarcopênica, embora sua definição e seus critérios diagnósticos em animais de companhia ainda estejam em desenvolvimento.

Imagine um cão idoso com sobrepeso. Ao observá-lo, a família percebe que ele continua relativamente volumoso. O peso na balança também não apresenta uma redução expressiva.

Entretanto, durante o exame clínico, é possível identificar perda muscular em determinadas regiões do corpo. O excesso de gordura pode mascarar essa alteração. Por isso, avaliar apenas o peso não é suficiente.

Um animal pesado não é necessariamente um animal musculoso. Da mesma maneira, um animal magro não possui obrigatoriamente perda muscular importante. São características diferentes que precisam ser avaliadas separadamente.

A balança conta apenas uma parte da história

Na avaliação nutricional veterinária, existem ferramentas que ajudam a compreender melhor a condição corporal.

Uma delas é o escore de condição corporal, frequentemente chamado de ECC. Ele permite estimar a quantidade de gordura corporal a partir da observação e palpação de determinadas regiões anatômicas.

Na prática clínica, são utilizadas escalas padronizadas, como a de nove pontos. Mas existe outra avaliação igualmente importante, especialmente em pacientes idosos: o escore de condição muscular.

Essa ferramenta considera a musculatura em regiões como coluna vertebral, crânio, escápulas e pelve. O objetivo é identificar se existe perda muscular e qual sua intensidade. As duas avaliações são complementares.

Um animal pode apresentar condição corporal considerada adequada e, ainda assim, demonstrar perda muscular. Outro pode estar acima do peso e apresentar redução importante de musculatura.

Por isso, durante uma consulta geriátrica, o ideal é que a avaliação nutricional não se limite ao número registrado na balança. O peso é importante. Mas não conta toda a história.

Ele come normalmente. Por que continua emagrecendo?

Essa pergunta pode ter diferentes respostas. O primeiro ponto é compreender se a quantidade de alimento realmente atende às necessidades do paciente.O apetite preservado não garante, por si só, ingestão adequada de calorias e nutrientes.

Um animal pode demonstrar interesse pela comida, mas consumir menos do que necessita. Também pode receber uma alimentação que não apresenta composição nutricional apropriada para sua condição clínica. Em outros casos, o problema não está apenas na ingestão.

Pode existir alteração na digestão, na absorção de nutrientes ou no metabolismo. Doenças gastrointestinais crônicas, insuficiência pancreática exócrina e outras condições podem comprometer o aproveitamento dos alimentos. Também existem doenças que aumentam a demanda energética ou modificam a utilização de nutrientes.

Entre os exemplos importantes estão determinadas doenças endócrinas. Em gatos idosos, o hipertireoidismo merece atenção especial. Essa condição pode provocar perda de peso apesar de apetite aumentado, além de outras alterações clínicas.

Em cães, o diabetes mellitus também pode provocar emagrecimento associado a aumento de apetite, sede e produção de urina. Neoplasias, doenças inflamatórias e diferentes condições sistêmicas também precisam ser consideradas.

Portanto, um animal que emagrece apesar de continuar comendo não deve receber apenas a recomendação de aumentar a quantidade de ração. Antes disso, é necessário compreender por que está perdendo peso.

condição corporal
Avaliação da condição corporal e muscular ajuda a identificar sinais de perda de massa magra em pets idosos (Foto: Reprodução)

E quando o problema está na boca?

A saúde oral é outro aspecto frequentemente negligenciado. Cães e gatos idosos podem apresentar doença periodontal, lesões dentárias e outras condições dolorosas.

Alguns continuam procurando alimento, mas passam a mastigar com dificuldade. Outros selecionam determinadas consistências, deixam cair parte da comida ou reduzem gradualmente a ingestão.

Em gatos, determinadas lesões dentárias podem provocar dor importante mesmo quando não são facilmente percebidas pelo responsável. A família pode interpretar a mudança como preferência alimentar ou seletividade. Mas o problema pode ser desconforto.

Por isso, a avaliação da cavidade oral faz parte da investigação de perda de peso em animais idosos. Nem sempre a dificuldade está no metabolismo. Às vezes, começa no simples ato de comer.

Doença renal e perda muscular: uma relação que exige equilíbrio

A doença renal crônica é relativamente frequente em cães e gatos idosos, especialmente nos felinos.

Dependendo do estágio e das manifestações clínicas, pode estar associada a redução do apetite, alterações metabólicas e perda de peso ou musculatura. Mas existe uma questão importante sobre a alimentação desses pacientes.

Durante muito tempo, difundiu-se a ideia de que animais idosos deveriam consumir automaticamente dietas com menor quantidade de proteína. Essa orientação generalizada não é adequada.

Envelhecer, por si só, não significa precisar de uma dieta pobre em proteínas. As proteínas fornecem aminoácidos necessários à manutenção de diferentes tecidos, incluindo a musculatura. Restrições proteicas inadequadas podem dificultar a manutenção da massa magra, especialmente em pacientes vulneráveis.

Por outro lado, animais com doença renal crônica podem se beneficiar de dietas terapêuticas específicas, formuladas de acordo com a doença e seu estágio. Essas dietas não devem ser confundidas com uma simples redução indiscriminada de proteína. Elas consideram também fósforo, densidade energética, qualidade dos ingredientes e outros aspectos nutricionais.

A decisão deve ser individualizada, levando em conta a condição renal, o estado nutricional, a ingestão alimentar e a evolução clínica. O objetivo é proteger o paciente sem comprometer desnecessariamente sua nutrição.

O câncer pode começar com uma mudança discreta no peso

Quando pensamos em câncer, muitas pessoas imaginam imediatamente um caroço visível.

Entretanto, determinadas neoplasias podem evoluir sem produzir massas facilmente identificáveis durante a observação cotidiana.

Em alguns pacientes, perda de peso, redução muscular, anemia, alterações de disposição ou mudanças no apetite podem estar entre os primeiros sinais percebidos.

Isso não significa que todo animal idoso que emagrece tenha câncer. A maioria dos sinais associados a doenças neoplásicas também pode ocorrer em condições não neoplásicas. Mas significa que a perda de peso involuntária merece investigação.

Dependendo da avaliação clínica, exames laboratoriais e métodos de diagnóstico por imagem podem ser necessários. O objetivo não é procurar uma doença grave em todos os pacientes. É evitar que uma alteração persistente seja considerada normal sem uma explicação adequada.

O músculo também depende de movimento

A alimentação é fundamental para a manutenção da massa muscular. Mas não atua sozinha.

A atividade física participa da preservação da força, da mobilidade e da função muscular. Em animais idosos, a redução progressiva do movimento pode contribuir para a perda de musculatura. Entretanto, recomendar simplesmente mais exercício pode ser inadequado.

Um cão com dor articular intensa, doença cardíaca descompensada ou alterações neurológicas não deve ser submetido a atividades sem avaliação prévia. O planejamento precisa considerar as condições clínicas.

Em alguns pacientes, caminhadas leves e regulares podem ser apropriadas. Em outros, exercícios terapêuticos supervisionados e reabilitação veterinária podem contribuir para melhorar a função. Também existem animais para os quais a prioridade inicial é controlar a dor ou estabilizar uma doença antes de aumentar a atividade.

Nos gatos, estimular o movimento pode envolver brincadeiras adaptadas, enriquecimento ambiental e reorganização do espaço. O objetivo não é exigir que um animal idoso se comporte como um jovem. É preservar, dentro de suas possibilidades, a capacidade de utilizar o próprio corpo.

Existe suplemento capaz de recuperar a musculatura?

Essa é uma pergunta cada vez mais frequente. O mercado oferece diferentes produtos voltados à saúde muscular, longevidade e nutrição de animais idosos. Alguns nutrientes e estratégias nutricionais podem ter aplicações específicas.

Entretanto, não existe um suplemento universal capaz de reverter toda perda muscular associada ao envelhecimento ou às doenças crônicas. A resposta depende da causa.

Um animal com ingestão proteica insuficiente pode precisar de correção nutricional. Outro pode apresentar doença intestinal que compromete a absorção de nutrientes. Um terceiro pode estar perdendo musculatura por causa de um processo inflamatório ou neoplásico.

Em cada situação, a estratégia será diferente. Suplementar sem investigar pode gerar custos, aumentar a complexidade do tratamento e, em determinadas circunstâncias, provocar desequilíbrios nutricionais.

Também é importante considerar que suplementos não substituem uma alimentação completa e adequada. A prioridade deve ser identificar o problema, estabelecer as necessidades nutricionais e acompanhar a resposta clínica.

O que o responsável pode observar em casa?

Nem sempre a perda muscular é percebida inicialmente pela balança. Muitas vezes, ela aparece em mudanças discretas no corpo e na rotina. A coluna vertebral pode se tornar mais evidente. A região das coxas pode parecer menos volumosa.

O animal pode apresentar maior dificuldade para se levantar. Saltos e movimentos antes habituais podem deixar de acontecer. O responsável também pode perceber que a coleira, o peitoral ou determinadas roupas estão mais folgados.

Essas observações não substituem a avaliação veterinária, mas podem ajudar a identificar tendências. Registrar o peso periodicamente, quando possível, também é útil. Fotografias realizadas em condições semelhantes podem auxiliar na comparação da condição corporal ao longo do tempo.

Mas existe um cuidado importante: a percepção visual isolada pode ser enganosa.

Pelagem longa, obesidade e características individuais podem dificultar a identificação de perda muscular. Por isso, a palpação e a avaliação clínica continuam sendo fundamentais.

Quanto emagrecimento deve preocupar?

Não existe um único valor capaz de definir a gravidade da perda de peso em todos os cães e gatos. A importância depende da intensidade, da velocidade, da condição corporal inicial e do contexto clínico. Uma perda aparentemente pequena pode ser relevante em um gato de baixo peso.

Em um cão com obesidade, uma redução planejada pode ser desejável, desde que ocorra de maneira controlada e com preservação da musculatura. Já uma perda involuntária e progressiva merece investigação, mesmo quando o animal mantém o apetite.

É importante diferenciar emagrecimento planejado de perda de peso inexplicada. O primeiro pode fazer parte de um tratamento. O segundo é um sinal clínico. E sinais clínicos precisam ser compreendidos.

A avaliação geriátrica deve incluir nutrição e musculatura

Em uma consulta de um animal idoso, não basta perguntar se ele está comendo. É importante compreender o que come, quanto consome, como se alimenta e se houve mudanças recentes. Também precisamos avaliar o peso, a condição corporal e a condição muscular.

Dependendo do histórico, exames laboratoriais podem ajudar a investigar doenças metabólicas, endócrinas, renais e outras condições. A avaliação odontológica, o exame físico completo e, quando indicado, os métodos de diagnóstico por imagem também podem fazer parte da investigação.

O acompanhamento ao longo do tempo permite perceber alterações que seriam difíceis de identificar em uma consulta isolada. Isso é particularmente importante porque a perda muscular pode ocorrer de maneira lenta.

A família se acostuma gradualmente com a nova aparência. E aquilo que começou como uma mudança discreta pode se tornar evidente apenas meses depois.

Emagrecimento progressivo
Emagrecimento progressivo com apetite mantido exige investigação de causas metabólicas e doenças crônicas (Foto: Reprodução)

O atendimento domiciliar pode revelar o que a balança não mostra

No atendimento veterinário domiciliar, existe uma oportunidade importante de observar como o animal utiliza seu corpo no ambiente habitual.

Um cão pode caminhar de maneira aparentemente adequada durante alguns minutos de avaliação, mas apresentar dificuldade para levantar-se da cama em casa. Um gato pode parecer tranquilo durante o exame, mas ter deixado de acessar seus locais favoritos.

A disposição dos móveis, o tipo de piso, a altura dos recipientes e a rotina de alimentação podem fornecer informações relevantes. Também é possível compreender melhor como o responsável oferece a dieta e se existem dificuldades práticas que interferem na ingestão alimentar.

Essa observação não substitui exames complementares quando necessários. Mas ajuda a integrar nutrição, mobilidade e condições reais de vida. E, na geriatria, essa integração é essencial.

Envelhecer não deveria significar desaparecer aos poucos

Existe algo particularmente delicado na perda de peso dos animais idosos.Muitas vezes, ela acontece tão lentamente que passa a ser incorporada à imagem que a família possui daquele animal.

O cachorro que sempre foi forte começa a parecer mais frágil. O gato que tinha musculatura evidente passa a apresentar a coluna mais marcada.

A família percebe, mas encontra uma explicação aparentemente simples: “Ele está ficando velhinho.”

Em alguns casos, mudanças na composição corporal realmente fazem parte do processo de envelhecimento. Mas isso não significa que toda perda de peso ou musculatura deva ser aceita sem investigação.

A Medicina Veterinária geriátrica precisa reconhecer o envelhecimento fisiológico sem deixar de identificar doenças, deficiências nutricionais e condições potencialmente tratáveis.

Também precisa compreender que preservar massa muscular não é apenas uma questão estética. É uma questão funcional. Músculos ajudam o animal a caminhar, levantar-se, manter o equilíbrio e realizar atividades que fazem parte de sua vida.

Quando essa capacidade diminui, a autonomia pode ser comprometida. E preservar autonomia, sempre que possível, é um dos objetivos mais importantes do cuidado geriátrico.

Por isso, quando um responsável disser que seu cão ou gato continua comendo, mas está emagrecendo, a resposta não deveria ser simplesmente oferecer mais alimento.

Precisamos perguntar o que mudou. Investigar o que está acontecendo. Avaliar não apenas quanto aquele animal pesa, mas quanto de sua capacidade física está conseguindo preservar.

Porque o peso pode permanecer igual enquanto a musculatura desaparece. E um animal pode continuar comendo enquanto uma doença silenciosa modifica seu organismo.

Envelhecer é inevitável. Mas perder peso sem explicação não deve ser tratado como uma consequência obrigatória da idade.

Afinal, na Medicina Veterinária geriátrica, não buscamos apenas acrescentar anos à vida.

Buscamos preservar, durante esses anos, o corpo, a funcionalidade e as condições que permitem ao animal continuar vivendo da melhor maneira possível.