Opções
Artigos revista VET

Sua clínica está juridicamente protegida ou você apenas acredita que está?

Entenda por que a proteção jurídica na Medicina Veterinária começa na organização da rotina clínica e muito antes de qualquer processo judicial

Sua clínica está juridicamente protegida ou você apenas acredita que está?
Por Ana Paula F. de Moura Gierlich
15 de agosto de 2026

Existe uma percepção bastante difundida de que o advogado somente se torna necessário quando chega uma notificação, uma reclamação formal ou uma ação judicial.

Na prática, a proteção jurídica começa muito antes. Ela acompanha toda a atividade do médico-veterinário, desde o início da sua relação com o paciente e seu responsável.

Podemos identificar três momentos em que uma assessoria jurídica especializada agrega valor à Medicina Veterinária.

Antes que qualquer problema aconteça: prevenção

Este é o momento menos lembrado e, ao mesmo tempo, o mais importante.

O objetivo não é impedir toda insatisfação — algo impossível na atividade assistencial —, mas estruturar uma prática tecnicamente consistente, eticamente responsável e juridicamente defensável.

Nesse contexto, a assessoria preventiva auxilia na elaboração e revisão de termos de consentimento, contratos, prontuários, protocolos internos, fluxos assistenciais, políticas de comunicação, publicidade profissional, adequação regulatória, LGPD e gestão de riscos.

Mais do que produzir documentos, trata-se de implantar processos capazes de gerar evidências da qualidade da assistência prestada. É isso que transforma uma boa prática clínica em uma prática profissional defensável.

Quando surge a insatisfação: gestão precoce do conflito

Nem toda insatisfação significa erro profissional.

Limitações biológicas, intercorrências clínicas, expectativas irreais e falhas de comunicação podem gerar conflitos mesmo quando a conduta foi adequada.

Nessa fase, a atuação jurídica orienta a comunicação, analisa a documentação, preserva evidências, avalia riscos e auxilia na definição da estratégia mais adequada.

Sempre que possível, negociação e mediação permitem restabelecer o diálogo entre o médico-veterinário e o responsável pelo animal, buscando soluções consensuais e evitando a judicialização desnecessária.

Quando o conflito se torna formal: condução do conflito formalizado

Ocorrendo processo judicial, ético ou administrativo, a atuação jurídica torna-se indispensável.

Entretanto, esse não é o início da proteção jurídica, mas o momento em que toda a estrutura construída anteriormente será colocada à prova porque ela e seus elementos constituem os pilares de defesa do profissional.

Confira o artigo completo “Sua clínica está juridicamente protegida ou você apenas acredita que está?”, na íntegra e sem custo, acessando a página 40 da edição de agosto (nº 324) da Revista Cães e Gatos.