A chegada do outono acende um alerta para a saúde de cães e gatos. Mesmo com temperaturas mais amenas, o período favorece a atividade de parasitas e o agravamento de problemas dermatológicos, especialmente devido ao clima mais seco e às mudanças ambientais.
Entre os principais pontos de atenção está o aumento da atividade do carrapato-estrela, vetor da febre maculosa brasileira, doença grave que pode afetar tanto animais quanto humanos.
Carrapato-estrela exige atenção redobrada no outono
Segundo especialistas, a ideia de que pulgas e carrapatos desaparecem após o verão é equivocada. Esses parasitas permanecem ativos ao longo de todo o ano e podem representar riscos importantes à saúde.
“O outono, em especial, reúne condições favoráveis para infestações silenciosas e maior incidência de dermatites”, afirma Camila Camalionte, médica-veterinária e gerente técnica da Elanco para Pet Health.
A especialista destaca ainda a fase larval do carrapato-estrela, conhecida popularmente como “micuim”.
Nessa etapa, os parasitas são pequenos e difíceis de visualizar, aderindo facilmente à pele, roupas e pelos dos animais.
Febre maculosa preocupa autoridades de saúde
De acordo com dados do Ministério da Saúde mencionados pela empresa, entre 2013 e 2023 foram registrados 2.359 casos de febre maculosa no Brasil, com crescimento de 62% no período.
Áreas com vegetação alta e presença de hospedeiros, como capivaras, exigem atenção especial durante passeios com os animais.
“Quando o responsável interrompe a prevenção, cria uma janela de risco não apenas para o animal, mas para toda a família. O controle de parasitas precisa ser contínuo e estratégico”, reforça Camila.
Clima seco favorece problemas de pele
Além dos parasitas, o outono também pode impactar diretamente a saúde dermatológica dos pets. O clima mais seco favorece ressecamento, descamação e queda excessiva de pelos.
Outro problema frequente no período é a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP), reação inflamatória desencadeada mesmo por poucas picadas em animais sensíveis.
Nesses casos, a coceira intensa e as lesões podem comprometer significativamente o bem-estar do animal.
Prevenção deve continuar mesmo em animais que ficam em casa
Especialistas reforçam que mesmo animais sem acesso à rua devem manter o controle antiparasitário, já que ovos e parasitas podem ser transportados em roupas, sapatos e objetos.
Entre os principais cuidados recomendados estão:
- Manter o uso regular de antiparasitários;
- Inspecionar os animais após passeios;
- Observar sinais de coceira e alterações na pele;
- Procurar atendimento veterinário ao menor sinal de problema;
- Manter ambientes limpos e higienizados.
Segundo Roberta Paiva, gerente de marketing da divisão Pet Health da Elanco, informação e prevenção são fundamentais durante as mudanças de estação.
“Com informação e prevenção adequada, é possível atravessar as mudanças de estação com mais segurança, protegendo os pets e toda a família”, afirma.
Fonte: Território Criativo, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre aumento de carrapatos e dermatites no outono
O carrapato-estrela transmite quais doenças?
Principalmente a febre maculosa brasileira, que pode afetar humanos e animais.
Pets que ficam em casa precisam de antiparasitário?
Sim. Parasitas podem entrar no ambiente por roupas, calçados e objetos.
O outono aumenta problemas de pele em pets?
Sim. O clima seco favorece dermatites, ressecamento e coceira.

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