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Outono aumenta risco de carrapatos e dermatites em pets e exige prevenção contínua

Especialistas alertam para crescimento da atividade do carrapato-estrela e reforçam importância do controle antiparasitário durante todo o ano

Outono aumenta risco de carrapatos e dermatites em pets e exige prevenção contínua
Por Equipe Cães&Gatos
7 de maio de 2026

A chegada do outono acende um alerta para a saúde de cães e gatos. Mesmo com temperaturas mais amenas, o período favorece a atividade de parasitas e o agravamento de problemas dermatológicos, especialmente devido ao clima mais seco e às mudanças ambientais.

Entre os principais pontos de atenção está o aumento da atividade do carrapato-estrela, vetor da febre maculosa brasileira, doença grave que pode afetar tanto animais quanto humanos.

Carrapato-estrela exige atenção redobrada no outono

Segundo especialistas, a ideia de que pulgas e carrapatos desaparecem após o verão é equivocada. Esses parasitas permanecem ativos ao longo de todo o ano e podem representar riscos importantes à saúde.

“O outono, em especial, reúne condições favoráveis para infestações silenciosas e maior incidência de dermatites”, afirma Camila Camalionte, médica-veterinária e gerente técnica da Elanco para Pet Health.

A especialista destaca ainda a fase larval do carrapato-estrela, conhecida popularmente como “micuim”. 

Nessa etapa, os parasitas são pequenos e difíceis de visualizar, aderindo facilmente à pele, roupas e pelos dos animais.

Febre maculosa preocupa autoridades de saúde

De acordo com dados do Ministério da Saúde mencionados pela empresa, entre 2013 e 2023 foram registrados 2.359 casos de febre maculosa no Brasil, com crescimento de 62% no período.

Áreas com vegetação alta e presença de hospedeiros, como capivaras, exigem atenção especial durante passeios com os animais.

“Quando o responsável interrompe a prevenção, cria uma janela de risco não apenas para o animal, mas para toda a família. O controle de parasitas precisa ser contínuo e estratégico”, reforça Camila.

Clima seco favorece problemas de pele

Além dos parasitas, o outono também pode impactar diretamente a saúde dermatológica dos pets. O clima mais seco favorece ressecamento, descamação e queda excessiva de pelos.

Outro problema frequente no período é a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP), reação inflamatória desencadeada mesmo por poucas picadas em animais sensíveis.

Nesses casos, a coceira intensa e as lesões podem comprometer significativamente o bem-estar do animal.

Prevenção deve continuar mesmo em animais que ficam em casa

Especialistas reforçam que mesmo animais sem acesso à rua devem manter o controle antiparasitário, já que ovos e parasitas podem ser transportados em roupas, sapatos e objetos.

Entre os principais cuidados recomendados estão:

  • Manter o uso regular de antiparasitários;
  • Inspecionar os animais após passeios;
  • Observar sinais de coceira e alterações na pele;
  • Procurar atendimento veterinário ao menor sinal de problema;
  • Manter ambientes limpos e higienizados.

Segundo Roberta Paiva, gerente de marketing da divisão Pet Health da Elanco, informação e prevenção são fundamentais durante as mudanças de estação.

“Com informação e prevenção adequada, é possível atravessar as mudanças de estação com mais segurança, protegendo os pets e toda a família”, afirma.

Fonte: Território Criativo, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre aumento de carrapatos e dermatites no outono

O carrapato-estrela transmite quais doenças?

Principalmente a febre maculosa brasileira, que pode afetar humanos e animais.

Pets que ficam em casa precisam de antiparasitário?

Sim. Parasitas podem entrar no ambiente por roupas, calçados e objetos.

O outono aumenta problemas de pele em pets?

Sim. O clima seco favorece dermatites, ressecamento e coceira.