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Pets idosos podem desenvolver doenças silenciosas que comprometem mobilidade e cognição

Especialista do Hospital Veterinário AmarVet’s reforça a importância do diagnóstico precoce para preservar conforto e longevidade de cães e gatos

Pets idosos podem desenvolver doenças silenciosas que comprometem mobilidade e cognição
Por Equipe Cães&Gatos
23 de fevereiro de 2026

O avanço da idade exige atenção redobrada à saúde de cães e gatos, especialmente diante de enfermidades crônicas que evoluem de forma progressiva e, muitas vezes, discreta. Alterações degenerativas e neurodegenerativas podem surgir ao longo da vida e impactar diretamente o bem-estar.

De acordo com o neurologista do Hospital Veterinário AmarVet’s, Dr. Demétrio Godoy, há diferenças importantes entre esses grupos de enfermidades. 

“As doenças degenerativas promovem alterações irreversíveis, como a hérnia de disco, que pode acometer cães a partir dos dois anos. Já as neurodegenerativas atingem as células nervosas, causando diferentes alterações neurológicas”, explica.

Doenças degenerativas e neurológicas podem surgir ainda na fase jovem

Entre os quadros mais frequentes estão a artrose, que compromete a mobilidade, e alterações neurológicas como doença de acúmulo lisossomal, leucodistrofia, vacuolização neuronal em Rottweilers e Boxers, degeneração neuronal multissistêmica em Cocker Spaniel e a síndrome da disfunção cognitiva.

Embora o envelhecimento seja um fator de risco relevante, algumas condições podem se manifestar precocemente. 

“Embora o envelhecimento seja um fator de risco importante, algumas dessas doenças podem surgir ainda na fase jovem. Animais com acúmulo lisossomal, por exemplo, nascem aparentemente saudáveis, mas desenvolvem sinais neurológicos nas primeiras semanas ou meses de vida”, alerta o médico.

Síndrome da disfunção cognitiva: sinais vão além da idade

A síndrome da disfunção cognitiva costuma surgir em cães por volta dos nove anos e em gatos a partir dos doze, embora alterações iniciais possam aparecer desde os sete anos.

Entre os principais indícios estão desorientação, mudanças nas interações sociais, distúrbios do sono, prejuízos de memória e aprendizado, aumento da ansiedade, perda de interesse por atividades habituais, eliminação em locais inadequados e vocalização excessiva. 

Em fases mais avançadas, alguns animais deixam de reconhecer o responsável ou passam a apresentar inversão do ciclo de sono.

Manejo e qualidade de vida: foco no acompanhamento contínuo

Ainda não existem terapias capazes de interromper completamente a progressão dessas enfermidades. 

No entanto, intervenções adequadas podem retardar a evolução dos sinais clínicos.

“A evolução costuma ser lenta e gradual, mas algumas medidas ajudam a retardar os sintomas. Para pets com predisposição a hérnias de disco ou artrose, é importante evitar pisos escorregadios, restringir saltos e manter o controle do peso. Já na síndrome da disfunção cognitiva, atividades que estimulem a cognição, como o enriquecimento ambiental, podem fazer diferença”, orienta Dr. Demétrio.

Consultas periódicas são fundamentais para identificação precoce, já que alterações comportamentais muitas vezes são atribuídas apenas ao processo natural de envelhecimento. 

Mesmo sem cura, o acompanhamento adequado permite controlar sintomas e oferecer maior conforto.

“O tratamento dessas condições visa principalmente a qualidade de vida dos pets e o manejo adequado dos sintomas. São enfermidades sem cura, mas com acompanhamento contínuo é possível proporcionar mais conforto e longevidade”, conclui.

Fonte: Tudo em Pauta, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre pets idosos e doenças silenciosas

Pets jovens podem desenvolver doenças degenerativas?

Sim. Algumas condições neurológicas podem se manifestar ainda nos primeiros meses de vida.

Quais sinais indicam possível disfunção cognitiva?

Desorientação, alterações no sono, mudanças sociais e perda de interesse por atividades habituais.

Há cura para essas enfermidades?

Não há cura, mas o acompanhamento veterinário permite controlar sintomas e preservar o bem-estar.