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Profissional ensina como criar um ambiente seguro e acolhedor ao seu novo pet

Melhor forma de disponibilizar recursos, como comedouros, bebedouros e caixas de areia, é um dos tópicos abordados

Profissional ensina como criar um ambiente seguro e acolhedor ao seu novo pet
Por Cláudia Guimarães
31 de dezembro de 2024
Última atualização: 01/01/2025 - 21:49

É normal que um animal que acabou de ser adotado se sinta inseguro no novo lar, mas algumas ações podem ajudar a reduzir o estresse e fazer com que o pet enfrente os desafios. Para isso, o tutor deve, primeiramente, oferecer um certo grau de controle do ambiente físico e das interações sociais.

No caso dos gatos, estes animais precisam se sentir seguros e protegidos. Conforme citado pela especialista em comportamento animal, Sandra McCune, no livro “Bem-estar dos cães e gatos e a Medicina Comportamental”, publicado pela médica-veterinária Ceres Faraco, é importante restringir o seu acesso a um único cômodo e, de forma gradual, ampliar o espaço acessível, para ajudá-lo a se familiarizar com o ambiente.

Já o espaço para descanso deve ser confortável, localizado onde não fique sujeito a estímulos que causem medo, e com enriquecimentos, como algo para esconder-se, por exemplo, uma caixa de papelão.

Além disso, a profissional menciona que recursos, como comedouros e bebedouros, caixas de areia e áreas de segurança, podem se tornar pontos de conflito, especialmente em casas com muitos animais. “O ambiente deve ser higienizado, haver distanciamento entre os animais, a possibilidade de utilizarem locais diferentes, bem como uma caixa de areia e um bebedouro adicional ao número total de gatos residentes”, discorre.

Nos primeiros dias do pet em casa, é importante restringir seu acesso a um único cômodo e, de forma gradual, ampliar o espaço acessível (Foto: reprodução)

Já em relação aos comedouros, é preciso que o tutor respeite a estrutura social e as interações entre os animais, mas deve haver monitoramento da ingestão de alimentos por cada um, levando-se em consideração o peso e as pontuações de condição corporal. “Todos esses aspectos direcionados respeitam as tendências naturais dos animais, aumentam o acesso a todo o ambiente e controlam os conflitos potenciais”, garante.

É preciso considerar, também, que cães e gatos avaliam seus territórios primeiramente pelo olfato. “A marcação (por feromônios secretos na face e nas patas) tranquiliza e promove sensação de segurança. Sendo assim, os tutores devem ser aconselhados pelos veterinários a evitar a utilização de substâncias de limpeza que eliminem esses cheiros característicos, bem como os produtos à base de amônia, já que o cheiro deste produto pode estimulá-los a urinar na área. Feromônios sintéticos, comercialmente disponíveis, também podem ser prescritos”, cita.

Vale lembrar que as primeiras semanas de vida do animal são muito importantes para a sua socialização. “Existe uma fase específica de socialização, denominada ‘período sensível’, para a formação de elo com as pessoas”, revela Sandra.

Durante esse período, ela conta que eles aprendem a aproveitar a companhia de outros animais, bem como de pessoas. “Determinados eventos, durante essa fase, podem alterar o comportamento dos pets quando forem adultos e suas relações subsequentes”, alerta.