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Sono dos pets: quantidade não é tudo

Mesmo dormindo muitas horas, cães podem sofrer com privação de sono; especialista explica sinais de alerta e impactos na saúde

Sono dos pets: quantidade não é tudo
Por Equipe Cães&Gatos
8 de abril de 2026
Última atualização: 08/04/2026 - 17:40

Garantir uma boa rotina de sono é parte essencial do cuidado com cães. Embora esses animais costumem dormir mais do que os humanos, a quantidade de horas não é o único fator determinante para um descanso de qualidade. 

Em muitos casos, o pet pode até passar grande parte do dia dormindo, mas ainda assim não atingir um sono reparador.

Segundo João Paulo Lacerda, docente de Medicina Veterinária, a necessidade de sono varia conforme a fase da vida. 

Filhotes costumam dormir entre 18 e 20 horas por dia, enquanto cães adultos descansam, em média, de 12 a 14 horas. Já os idosos voltam a demandar mais tempo de sono, podendo chegar a 16 ou 18 horas diárias.

Nem todo sono é descanso de qualidade

Dormir bastante não significa, necessariamente, descansar bem. De acordo com o especialista, um sono reparador pode ser identificado por sinais comportamentais claros. 

“Um sono reparador é identificado por comportamento ativo quando acordado, boa disposição, ausência de irritabilidade ou apatia e ciclos de sono tranquilos, sem interrupções frequentes.”

Durante o sono, alguns comportamentos também indicam que o animal está em um estágio profundo e saudável de descanso:

  • Dormir em posições de vulnerabilidade, como de barriga para cima ou de lado com as patas esticadas;
  • Apresentar pequenos espasmos nas patas;
  • Movimentos oculares rápidos sob as pálpebras;
  • Emissão de sons baixos, como latidos abafados.

Esses sinais indicam que o cérebro está processando informações e memórias, contribuindo para o bem-estar geral do animal.

Sinais de privação de sono em cães

Quando o descanso não é suficiente ou de qualidade, o organismo do animal pode apresentar diversos sinais. 

“Os principais sinais de privação de sono incluem: agressividade aumentada, ansiedade e inquietação, dificuldade de concentração e aprendizado, letargia ou cansaço constante, vocalização excessiva, comportamentos compulsivos, como lamber patas ou roer objetos, alterações no apetite e procura constante por locais isolados e escuros durante o dia”, explica.

Esses comportamentos devem ser observados com atenção pelo responsável, especialmente quando persistem ou surgem de forma repentina.

Falta de sono também afeta a saúde física

Além das alterações comportamentais, a privação de sono pode trazer impactos diretos à saúde física dos cães. 

Entre os principais riscos estão o enfraquecimento do sistema imunológico, maior propensão a processos inflamatórios e alterações no apetite.

“Além disso, a falta de sono pode agravar doenças já existentes, como as cardíacas e metabólicas, e comprometer a qualidade de vida”, alerta o especialista.

Quando procurar avaliação veterinária

Mudanças persistentes no padrão de sono ou no comportamento do animal devem ser investigadas. 

Sintomas como insônia, sonolência excessiva ou alterações neurológicas exigem atenção e avaliação profissional.

“Nesses casos, o médico averigua causas como dor, distúrbios hormonais, ansiedade, envelhecimento cerebral ou doenças neurológicas”, conclui João Paulo Lacerda.

Fonte: Metrópoles, adaptado por Cães & Gatos

FAQ sobre sono dos pets

Quantas horas um cão deve dormir por dia?

Depende da idade: filhotes podem dormir até 20 horas, adultos entre 12 e 14 horas e idosos até 18 horas.

Como saber se o sono do pet é de qualidade?

Boa disposição ao acordar, ausência de irritabilidade e sono contínuo são sinais positivos.

Quando procurar um veterinário?

Sempre que houver mudanças no padrão de sono, comportamento ou sinais persistentes de cansaço ou agitação.