Pesquisadores suíços desenvolveram um “rato” virtual movido a inteligência artificial (IA) que promete revolucionar a nanomedicina. O modelo in silico (computacional) é capaz de prever como as nanopartículas se distribuem no organismo, oferecendo uma alternativa viável para substituir o uso de animais vivos em testes de novos medicamentos.
A inovação foi criada por Jimeng Wu, doutoranda nos laboratórios de Nanomateriais em Saúde e Tecnologia e Sociedade da Empa (Laboratórios Federais Suíços de Ciência e Tecnologia de Materiais).
Como funciona o camundongo virtual de IA?
O modelo recebe dados sobre as nanopartículas e calcula sua distribuição no corpo do roedor virtual com base em características como tamanho, revestimento e carga superficial.
Essa triagem digital permite que cientistas testem a eficácia de tratamentos — como medicamentos voltados para tumores cerebrais — de forma 100% virtual, antes de iniciar qualquer produção física. O próximo passo da pesquisa é adaptar o modelo para simular diretamente o organismo humano.

Impacto ético e alternativas aos testes em animais
A criação do modelo atende a demandas globais por métodos científicos mais éticos. Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, mais de 100 milhões de ratos sejam submetidos anualmente a experimentos altamente estressantes em laboratórios, terminando quase sempre no sacrifício dos animais.
Com o avanço da inteligência artificial, o “rato” virtual junta-se a outras tecnologias inovadoras no combate aos testes em animais, como os órgãos em chips, tecidos humanos bioimpressos em 3D e simulações matemáticas avançadas.
Fonte: Species Unite, adaptado pela equipe Cães&Gatos.
