Um possível caso de trote envolvendo a pintura de um cão comunitário gerou forte repercussão nas redes sociais e levou à abertura de apuração interna na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), em Criciúma (SC).
Segundo voluntários da causa animal, o cachorro — que vive no campus — teria sido pintado durante a atividade.
A prática acendeu um alerta sobre riscos à saúde do animal, como reações alérgicas, intoxicações, irritações na pele, além de estresse e desconforto.
A situação provocou indignação entre internautas.
“Que vergonha!!!!! Já passou da hora de acharem outras formas de se divertir. Colocar animais nesse tipo de situação é inadmissível e sem respeito algum. Esperamos que os responsáveis sejam devidamente punidos”, diz um dos comentários.
Universidade abre investigação sobre o caso
Em nota oficial, a Unesc informou que o episódio teria ocorrido fora dos limites físicos da instituição, mas confirmou a abertura de um procedimento interno para apurar os fatos e verificar possível envolvimento de estudantes.
A universidade também ressaltou que não compactua com trotes que não sejam solidários e que esse tipo de prática é proibido pelo regimento interno.
O posicionamento reforça que medidas poderão ser adotadas após a conclusão da apuração, respeitando o devido processo legal.
Comunidade acadêmica se manifesta
Entidades estudantis também se posicionaram publicamente sobre o caso. A atlética do curso de Psicologia repudiou o episódio e afirmou não ter qualquer relação com a ação, além de declarar que busca identificar os responsáveis.
Outra atlética, dos cursos de Comunicação, também se manifestou nas redes sociais, classificando a situação como inaceitável e reforçando que esse tipo de prática não representa os valores da comunidade acadêmica.
As manifestações reforçam a pressão interna por esclarecimentos e responsabilização.
Maus-tratos e riscos à saúde animal
Especialistas e protetores alertam que intervenções como pintura em animais podem causar danos físicos e emocionais.
Produtos químicos podem provocar intoxicações, alergias e irritações cutâneas, além de comprometer o bem-estar.
Além disso, situações de manipulação forçada podem gerar medo, estresse e alterações comportamentais.
O caso reacende o debate sobre limites em atividades universitárias e a necessidade de reforçar práticas de respeito e proteção aos animais.
Fonte: NSC Total, adaptado por Cães & Gatos
FAQ sobre trote com cão comunitário
Pintar animais pode ser considerado maus-tratos?
Sim. Dependendo do caso, pode configurar maus-tratos, especialmente se houver risco à saúde ou sofrimento.
A universidade pode responsabilizar estudantes?
Sim, caso seja comprovado envolvimento, medidas disciplinares podem ser aplicadas.
O que fazer ao presenciar situações semelhantes?
Denunciar aos órgãos competentes e buscar apoio de entidades de proteção animal.

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